sábado, 26 de dezembro de 2015

Osho: A SITUAÇÃO DA CONSCIÊNCIA HUMANA COMUM


Um bêbado esbarrou num sinal de pare. Atrapalhado e desorientado, deu um passo para trás e depois avançou na mesma direção. Bateu no sinal de novo. Voltou mais alguns passos, esperou um pouco e marchou em frente. Colidindo com o sinal novamente, ele o abraçou, derrotado, e disse:

— Não adianta. 
Estou cercado. Por onde vou, me param.

E ele não andou em 
nenhuma outra direção. Sempre foi em direção ao sinal. E quando colidia, é claro, pensou estar cercado.

Essa é a situação da consciência humana comum. Você
 anda na mesma direção, inconsciente, no mesmo sentido, inconsciente. E bate de novo, e de novo, e pensa: “Por que tanta amargura? Por quê? Por que Deus criou um mundo tão miserável? Será que Deus é sádico, que quer torturar as pessoas? Por que criou uma vida que é quase uma prisão, na qual não há liberdade?”

A vida é absolutamente livre. Mas para ver essa liberdade, 
primeiro você terá de libertar sua consciência.

Lembre-se deste critério: quanto mais consciente você estiver, maior será a glória; quanto menos consciente você estiver, menor será a glória.
Depende de seu nível de consciência.

Há pessoas que procuram nas Escrituras meios de se tornarem mais livres, mais gloriosas, de alcançar a verdade. Não vai adiantar nada, porque não é uma questão das Escrituras. Se você estiver inconsciente e ler a Bíblia e o Alcorão e os Vedas e o Gita, não vai adiantar, porque a
 sua inconsciência não pode ser mudada por meio dos estudos.

Na verdade, a Escritura não poderá mudar sua consciência, mas 
sua consciência mudará a Escritura — o significado das Escrituras. Você encontrará o que pensa lá. Interpretará as coisas de tal maneira que a Bíblia, os Vedas, o Alcorão começarão a funcionar como prisões.

É assim com os cristãos e hindus e maometanos — todos 
prisioneiros.

Osho, em "A Flauta nos Lábios de Deus: O Significado Oculto dos Evangelhos"
Imagem por Leo Bernard

Fonte: Palavras de Osho
http://palavrasdeosho.blogspot.com.br/



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