segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Momento Espírita: O BEM É MUITO SIMPLES


Você já sorriu hoje?

É provável que não tenha percebido o valor do sorriso.

Esse conjunto de peroladas gemas que você traz na boca, ao se mostrar no impulso da sua alegria, é capaz de mover incríveis obstáculos, de transformar ocorrências ou de iluminar vidas.

É muito fácil sorrir. O sorriso é muito simples. É como respirar...

Compreensível é que você se sinta tímido para realizar uma pequena gentileza por falta de hábito; ceder um assento a alguém; carregar um pacote para algum idoso, gestante ou para quem esteja com dificuldades; prestar uma informação com boa vontade ou silenciar diante de alguma provocação maligna.

Afinal, nas vias terrenas, a esperteza criminosa, a pornografia granfina, a violência diária, o desequilíbrio, é que costumam receber aplauso, merecer páginas de jornais e virar notícia de televisão quase sempre.

Pense, porém, que é imprescindível que a gente aprenda a criar intimidade com a bondade.

Torna-se muito simples fazer o bem, desde que você não esteja assoberbado por mágoas, por culpas, por anseios gananciosos ou estados de rebeldia íntima.

No esforço de aproveitar cada um dos seus dias, faça o bem que puder, qualquer que ele seja, onde você estiver, porque o bem responde sempre com novo bem, que se dirige, invariavelmente, às pessoas que lhe deram nascedouro.

Muito bom e fácil de ser desenvolvido é o ato voltado para a bondade, para a benignidade, para a gentileza em qualquer nível.

Praticar o bem em qualquer das suas dimensões, seja objetiva ou subjetivamente, significa acumular alegria e harmonia no próprio coração.

*   *   *
Onde estejamos, seja onde for, não olvidemos estender o sorriso, por oferta sublime da própria alma.

Ele é o agente que neutraliza o poder do mal e a oração inarticulada, que inibe a extensão das trevas.

Com ele, apagaremos o fogo da cólera, cerrando a porta ao incêndio da crueldade.

Por ele, estenderemos a plantação da esperança, soerguendo almas caídas na sombra, para que retornem à luz.

Em casa, é a benção da paz, na lareira da confiança.

No trabalho, é música silenciosa incentivando a cooperação.

No mundo, é chamamento de simpatia.

Sorrindo para a dificuldade, a dificuldade transformar-se-á em socorro de nossa vida.

Sorrindo para a nuvem, e ainda mesmo que a nuvem se desfaça em chuva de lágrimas em nossos olhos, o pranto será conforto do céu, a fecundar-nos os campos do coração.

Não nos roga o desesperado solução do enigma de sofrimento que lhe persegue o destino. Implora-nos um sorriso de amor, que renove as forças, para que prossiga em seu atormentado caminho.

E, em verdade, se os famintos e os nus nos pedem pão e agasalho, esperam de nós, acima de tudo, o sorriso de ternura e compreensão que lhes acalme chagas ocultas.

Não condenemos as criaturas que se arrojam aos precipícios da violência e do crime. Ofereçamos o sorriso generoso da fraternidade, que ajuda incessantemente, e voltar-se-ão, renovadas, para o roteiro do bem.

Sorrindo, trabalhemos e aprendamos, auxiliando e amando sempre.

Lembremos de que o sorriso é o orvalho da caridade e que em cada manhã, o dia renascente no céu é um sorriso de Deus.

Redação do Momento Espírita, com base no cap. 27,
do livro 
Ações corajosas para viver em paz,
pelo Espírito Benedita Maria, psicografia de
Raul Teixeira, ed. Fráter e no cap. Sorriso,
do livro Sentinelas da alma, pelo Espírito Meimei,
psicografia de Francisco Cândido Xavier,
ed. IDEAL.
Em 5.8.2016.

Fonte: Momento Espírita
www.momento.com.br


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