segunda-feira, 23 de maio de 2011

SALM 91

1 Those who live in the shelter of the Most High will find rest in the shadow of the Almighty.

2 This I declare of the LORD: He alone is my refuge, my place of safety; he is my God, and I am trusting him.

3 For he will rescue you from every trap and protect you from the fatal plague.

4 He will shield you with his wings. He will shelter you with his feathers. His faithful promises are your armor and protection.

5 Do not be afraid of the terrors of the night, nor fear the dangers of the day,

6 nor dread the plague that stalks in darkness, nor the disaster that strikes at midday.

7 Though a thousand fall at your side, though ten thousand are dying around you, these evils will not touch you.

8 But you will see it with your eyes; you will see how the wicked are punished.

9 If you make the LORD your refuge, if you make the Most High your shelter,

10 no evil will conquer you; no plague will come near your dwelling.

11 For he orders his angels to protect you wherever you go.

12 They will hold you with their hands to keep you from striking your foot on a stone.

13 You will trample down lions and poisonous snakes; you will crush fierce lions and serpents under your feet!

14 The LORD says, "I will rescue those who love me. I will protect those who trust in my name.

15 When they call on me, I will answer; I will be with them in trouble. I will rescue them and honor them.

16 I will satisfy them with a long  period of life on earth  and I will  keep  showing  them the way that leads to salvation.

EVOLUÇÃO ESPIRITUAL EXIGE ESFORÇO

Muitas das almas que se conscientizam da necessidade de promoverem urgentemente sua evolução espiritual não estão alertadas quanto aos esforços sobre-humanos que devem efetuar para a realização de tais desejos.

A maior parte costuma inclusive confiar aos "bons anjos" a abertura do caminho, dizendo até:

- O que tiver que ser, será.. Deus me abrirá as portas que julgar necessário.

Ou ainda:

- Se Deus achar que devo me dedicar às tarefas fraternas, ele mesmo me apontará o caminho.

Tal maneira de pensar é totalmente falsa. Jesus, há quase dois mil anos já nos advertia: "Estreita é a porta que conduz à Verdadeira Vida”.

Essa displicência representa até mesmo um perigo pois que, na espera do que possa acontecer, alguma abertura “lhe pode ser mostrada, mas, cuidado! (nem sempre por Espíritos amigos) para afastá-lo, isto sim, de seus bons propósitos no tocante ao seu esforço evolutivo, interessando-o por outras realizações de caráter material.

O Livro dos Espíritos traz-nos inúmeras respostas para estas questões, diante das quais concluímos que aquilo que vem pronto raramente abrirá caminho para o que quer que seja pois a Evolução é Lei para ser cumprida, atingida através de nosso esforço consciente e inteligentemente dirigido.

Já nos alertam os Espíritos Instrutores que tudo quanto representa um passo a mais para beneficio de nosso Espírito demanda muito trabalho e luta de nossa parte e que devemos analisar bem as coisas que se nos oferecem já "prontas".

Devemos traçar planos e orar. Assim, conseguiremos força e coragem para suplantar todas as formas de “atrapalhação” que nos costumam aparecer com a intenção de nos desestimular da arrancada ascensional. E é bom que os candidatos se alertem quanto a essas "atrapalhações" que não são meramente casuais mas dirigidas, na sua quase totalidade, por Espíritos invejosos, mesmo inimigos da criatura ou da Doutrina ou ainda das Forças Superiores da Criação.

Para dar cumprimento ao seu desejo de progredir espiritualmente, a criatura terá que se exercer sobre si mesma e sobre sua vontade, uma vigilância enorme buscando na prece freqüente (várias vezes ao dia) e na leitura do Evangelho segundo o Espiritismo, de Allan Kardec, efetuada em horas certas e em voz alta, o reforço de que carece para conseguir realizar aquilo a que se propôs.

Porque ao contrário do que imagina, coisa alguma se lhe cairá aos pés. Evolução é, muito ao contrário do que imaginam quase todos os que ainda não conhecem a Doutrina Espírita, Evolução é uma opção.

A Evolução Espiritual não é totalmente semelhante à Evolução Biológica que se efetua sem a conscientização das espécies.

O Espírito pode, sim, estar sujeito a uma renovação espiritual compulsória que se efetua quer ele queira ou não, porém de maneira dolorosa, pelos aleijões, pelas doenças pelas desgraças, enfim, pela Dor. No entanto, quando o ser já se torna capar de orientar esse movimento de revitalização moral, muito do que se chamava antes de "fatalidade" vai sendo afastado ou diminuído. em face da nova visão do problema evolutivo que o ser humano resolve inteligentemente abraçar, para promover ele próprio e conscientemente, a "subida" progressiva, rumo a redentorização moral.

Esforço e luta. Vontade firme. Saber porque deve avançar.

Eis o leme dos que descobriram a Verdadeira Vida.

Helena Carvalho - (Jornal Espírita – Abril de 1977)

DOIS CAMINHOS

É fácil saber se uma pedra foi retirada de um rio ou se foi quebrada em uma pedreira. As de pedreira apresentam muitas quinas, são ásperas e irregulares, agressivas ao tato. As pedras de rio são lisas e roliças, já sofreram um polimento natural. Ao longo do tempo, a correnteza das águas vai se encarregando de atirá-las umas contra as outras, para arredondar lhes as arestas. Na medida em que vão se tornando polidas, vai sendo reduzido o atrito entre elas, já não se ferem, deslizam harmoniosamente umas entre as outras, como esferas lubrificadas de um rolimã.

O processo evolutivo espiritual das criaturas humanas pode ser comparado ao do burilamento das pedras de rio. O Espírito é criado puro e ignorante. Puro, porque não traz qualquer tendência para o mal. ignorante, porque não adquiriu ainda qualquer conhecimento. Ao longo das reencarnações sucessivas, a correnteza da vida também nos atira uns contra outros: somos levados a conviver entre semelhantes. Em nossa infância espiritual, ainda como pedras-brutas, essa convivência é marcada pelo atrito entre nossas arestas. A rusticidade do homem das cavernas nos mostra o que foram nossas primeiras encarnações; o instinto animal predominando sobre a razão e o sentimento, a matéria sobre o Espírito, o estado de guerra como condição permanente.

Passaram-se séculos e milênios, abandonamos as cavernas, participamos da construção, do apogeu e da queda de diferentes impérios, vivenciamos diversas culturas. Com as conquistas da ciência, domesticamos a natureza, transformamos a paisagem ao nosso redor, descobrimos como tornar a existência mais confortável. Observando, no entanto, nosso mundo interior, nos deparamos com a presença incômoda e persistente de imperfeições atávicas, paleolíticas. A História nos revela que, mesmo após deixar as cavernas, o homem conservou traços do troglodita em sua intimidade espiritual. Pois foi nossa ignorância rústica que, diante da vacilação de Pilatos, exigiu o martírio do doce Jesus. Foram nosso orgulho e nosso egoísmo que produziram as guerras, os massacres das Cruzadas, as fogueiras da Inquisição e os horrores da Escravatura. Ingênuos os que supõem que não estavam lá. Assim, ao longo desses séculos, avançamos muito mais no progresso material, exterior, do que a jornada ética, íntima, do Espírito.

"A evolução espiritual é contínua, não regride nunca, mas pode ser retardada em seu processamento se não se aproveitar bem a oportunidade que Deus concede ao Espírito reencarnante." (FEB, Currículo para as Escolas de Evangelização). Viver em sociedade é aspecto essencial desta oportunidade. Frequentemente nos sentimos inconformados por termos de conviver com pessoas que nos aborrecem, nos irritam, nos são antipáticas, mas essa convivência é um dos processos naturais de nosso burilamento. Tais pessoas são indispensáveis: elas nos incomodam exatamente em nossos pontos mais fracos, mais sensíveis, e nos apontam, portanto, quais são esses pontos, quais são nossas piores arestas: os que precisam de ajuda incomodam ao nosso egoísmo, os que julgamos melhores que nós nos ferem a vaidade e o orgulho, e assim por diante. Cada conflito é um alerta e um roçar polidor de arestas. Quanto mais ásperos somos, mais dolorosos são os atritos, pois a dor é consequência de nossos atos de desamor para com o próximo, nesta ou em outras existências.

Diferentemente das pedras, entretanto, a criatura humana, sendo dotada de inteligência, consciência e livre-arbítrio, pode escolher caminho evolutivo menos doloroso. Jesus nos aponta o rumo: amarmo-nos uns aos outros. Nenhum de nós Foi criado para sofrer e o amor pode livrar-nos da dor, pois ele nos "cobre a multidão dos pecados" (1 Pedro IV, 8).

A evolução é lei universal e irrevogável, mas dois caminhos nos são oferecidos para percorrê-la: dor ou amor. A prática do amor proporciona polimento indolor em nossas almas, suaviza-nos as arestas, desenvolve-nos o altruísmo, harmoniza nossa convivência com os semelhantes. A decisão é sempre nossa.

Maurício Roriz - Revista Espírita Allan Kardec, nº 39.

CONSULTE O BEM

O maledicente desejará que você observe, tanto quanto ele, o lado desagradável da vida alheia.

A criatura vacilante e frágil esperará que suas forças sejam quebradiças.

O discutidor aguardará seu comparecimento às disputas, a propósito de tudo e de todos.

O ingrato não se alegrará em vê-lo reconhecido aos outros.

O personalista não se regozijará, identificando-lhe o respeito aos adversários.

O revoltado tentará afivelar a mascara da rebeldia em seu rosto.

O incompreensível procurará mergulhar sua mente no fundo das perturbações.

O neurastênico pedir-lhe-á não sorrir.

O insensato reclamará sua adesão à loucura.

O homem imperfeitamente espiritualizado sempre busca igualar os semelhantes a si mesmo.

Lembre-se, contudo, de que você é você, com tarefa original e responsabilidades diferentes e, se pretende a felicidade real, não deve esquecer a consulta aos padrões do bem, com o Cristo, em todas as horas de sua vida.

André Luiz, Psicografado pelo médium Francisco Cândido Xavier, da obra "Agenda Cristã"

domingo, 22 de maio de 2011

MELHORAR

Melhore sempre suas condições pessoais, pelo trabalho e pelo estudo, a fim de que você melhore a vida, em derredor de você.

Obrigação cumprida será sempre o nosso mais valioso seguro de proteção.

Amplie quanto puder a sua exportação de gentileza.

Fazer "algo mais além do próprio dever", em benefício dos outros, é criar um gerador de simpatia, em nosso auxílio.

Esqueçamos o que não serve para o bem, a fim de que se realize o melhor.

Reclamar é ferir-se.

Se você deseja vencer, aprenda a sorrir, além do cansaço.

O grupo familiar recorda a terra que produz para nós, segundo a nossa própria plantação.

Guarde as suas impressões infelizes para não prejudicar o caminho dos outros.

Esperança vitoriosa é aquela que não deixa de trabalhar.

pelo Espírito André Luiz - Do Livro Respostas da Vida: Psicografia De Francisco Cândido Xavier.

BASTAR-NOS-Á

Quanto mais conheces, mais te vês. E quanto mais nos vemos, com mais amplitude conseguimos enxergar os outros.

Se já alcançaste semelhantes áreas de discernimento, considera as incompreensões das quais te reconheças objeto, através das lentes interiores que te conferem mais alta visão espiritual.

Diante de alguém que, porventura, te fira, recorda as provas que atravessaste, os empeços vencidos, as ilusões superadas e as amarguras que já entregaste ao arquivo da memória, com a recomendação de paz e esquecimento.

Assim agindo, observarás nos companheiros que acaso te injuriem corações doentes ou imaturos, que é preciso tolerar, a fim de que não te emaranhes no labirinto das aflições inúteis.

Perante quaisquer ofensas, usa a misericórdia na embalagem do silêncio e atraíras a luz para que todas as sombras sejam dissolvidas.

Esse te malsina os gestos de bondade, aquele que te empresta a autoria de faltas que desconheces, outro te expõe a enganos de outro tempo ao desrespeito público e outro ainda te apedreja sem razão.

Por nada te queixes.

Pelo metro de nossas próprias lutas de retaguarda, ser-nos-á possível estender a compaixão sem limites sobre quaisquer farpas que se nos lance em caminho, seguindo sempre.

Não te lastimes, nem condenes.

Cala-te, abençoa e auxilia sempre para o bem de todos.

Para corrigir-nos ou reajustar-nos ante os princípios da verdade e do amor, bastar-nos-á viver.

pelo Espírito Meimei - do Livro "Palavras do Coração" - Psicografia de Francisco C. Xavier.

CONFLITO

"Acho então esta lei em mim: quando quero fazer o bem, o mal está comigo." — Paulo. (ROMANOS, 7:21.)

Os discípulos sinceros do Evangelho, à maneira de Paulo de Tarso, encontram grande conflito na própria natureza.

Quase sempre são defrontados por enormes dificuldades nos testemunhos. No instante justo, quando lhes cabe revelar a presença do Divino Companheiro no coração, eis que uma palavra, uma atitude ligeira os traem, diante da própria consciência, indicando-lhes a continuidade das antigas fraquezas.

A maioria experimenta sensações de vergonha e dor.

Alguns atribuem as quedas à influenciação de espíritos maléficos e, geralmente, procuram o inimigo no plano exterior, quando deveriam sanar em si mesmos a causa indesejável de sintonia com o mal.

É indubitável que ainda nos achamos em região muito distante daquela em que possamos viver isentos de vibrações adversas, todavia, é necessário verificar a observação de Paulo, em nós próprios.

Enquanto o homem se mantém no gelo da indiferença ou na inquietação da teimosia, não é chamado à análise pura; entretanto, tão logo desperta para a renovação, converte-se o campo íntimo em zona de batalha.

Contra a aspiração bruxuleante do bem, no dia que passa, levanta-se a pesada bagagem de sombras acumuladas em nossas almas desde os séculos transcorridos. Indispensável, portanto, grande serenidade e resistência de nossa parte, a fim de que o progresso alcançado não se perca.

O Senhor concede-nos a claridade de Hoje para esquecermos as trevas de Ontem, preparando-nos para o Amanhã, no rumo da luz imperecível.

pelo Espírito Emmanuel, psicografia de Chico Xavier, do livro Pão Nosso, Federação Espírita Brasileira.

SURPRESA

Se alguém de outra vida pudesse materializar-se aos meus olhos – dizia Germano Pereira, em plena sessão no próprio lar –, Decerto que a minha fé seria maior... Um ser de outro planeta que me obrigasse a pensar... Tanta gente se reporta a visões dessa natureza! Entretanto, semelhantes aparições não passam do cérebro doentio que as imagina. Quero algo de evidente e palpável. Creio estarmos no tempo da elucidação positiva...

Ouvindo-o, o Irmão Bernardo, mentor espiritual da reunião, que senhoreava as energias mediúnicas, aventou, sorridente :

– Você deseja, então, espetacular manifestação de Cima... Alguém que caia das nuvens à feição de um pára-quedista do Espaço, em trajes fantasmagóricos, usando idioma incompreensível... um itinerante de outras constelações, cuja inopinada presença talvez ocasionasse enorme porção de mal, ao invés do bem que deveria trazer...

– Não, não é tanta a exigência – aduziu Pereira, desapontar. – Bastaria um ser materializado na forma humana, sem a descida visível do firmamento. Não será preciso que essa ou aquela entidade se converta em bólide para acentuar-me a convicção. Poderia surgir em nossa intimidade doméstica, sem qualquer passe de mágica, revelando-se no lar fechado em que antes não existia, a mostrar-se igual a nós outros, sendo, contudo, estranho ao nosso conhecimento...

– No entanto, sabe você que toda concessão envolve deveres justos. Um Espírito, para materializar-se na Terra, solicita meios e condições. Imaginemos que a iniciativa transformasse o hóspede suspirado numa criatura doente e débil, requisitando cuidado, até que pudesse exprimir-se com segurança. Incumbir-se-ia você de auxiliar o estrangeiro, acalentando-o com tolerância e bondade, até que venha a revelar-se de todo? Estaria disposto a sofrer-lhe as reclamações e as necessidades, até gabe se externe, robusto e forte?

– Oh! isso mesmo. Perfeitamente!... – gritou Pereira, maravilhado. – Contemplar um Espírito assim, de modo insofismável, sem que eu lhe explique a existência no mecanismo no oculto, consolidaria, sem dúvida, a riqueza de minha fé na imortalidade. Isso é tudo quanto peço, tudo, tudo...

Bernardo sorriu, filosoficamente, e acrescentou :

– Mas, Pereira, isso é acontecimento de todo dia e tal manifestação é recente sob o teto que nos acolhe. Ainda agora, na quinzena passada, você recebeu semelhante bênção, asilando no próprio lar um viajante de outras esferas, com a obrigação de ajudá-la até que se enuncie sem vacilação de qualquer espécie... Esse gênio bondoso e amigo corporificou-se quase em seus braços. Bateu-lhe à porta, que você abriu generosamente. Entrou. Descansou. Permaneceu. E, ainda agora, ligado a você, espera o seu carinho e devotamento, a fim de atender plenamente à própria tarefa...

Como assim? como assim? – irrompeu Germano, incrédulo. – Nada vi, nada sei, não pode ser...

Mas o Benfeitor Espiritual, controlando o médium, ergueu-se a passo firme e, demandando aposento próximo de lá regressou, trazendo leve fardo.

Ante a surpresa dos circunstantes, Bernardo depositou-o com respeitosa ternura no regaço do amigo que ainda argumentava.

Pereira desenovelou curiosamente o pequenino volume e entre aflito e espantado, encontrou em plácido sono de recém-nato, o corpo miúdo e quente do próprio filho.

pelo Espírito Irmão X - Do livro Luz no Lar, Espíritos Diversos. Psicografia de Francisco C. Xavier.

sábado, 21 de maio de 2011

NA HORA DO PASSE

Dirigia José Petitinga distinta organização espírita na capital baiana, quando um rapaz, interessado em grandes projetos de assistência social, veio procurá-lo.

E entre ambos a conversação se alongou.

- Petitinga, não podemos ficar parados. A hora é de trabalho, trabalho....

- Também penso assim.

- Que acha você levantarmos um orfanato para as criancinhas desamparadas de Salvador?

- Excelente projeto.

- E um sanatório para obsidiados?

- Muito importante.

- E uma vila completa para os nossos irmãos infelizes que moram em casebres misérrimos? Uma vila, Petitinga, em que pudéssemos reunir muitas famílias?

- O plano é uma benção.

- Um lar para velhinhos é uma necessidade... Às vezes volto para a casa, à noite, e vejo anciãos na calçada. Que dia você de um albergue moderno, de amplas proporções?

- Isso seria uma concessão de Deus.

- Noto igualmente que precisamos de um instituto diferente para os alcoolizados. Uma casa-hospital, em que os internados esqueçam o vício... Que opinião é a sua?

- Nem tenho expressões. Uma obra dessas é um monumento de amor.

- É uma escola, em bases espíritas, é caminho do Reino de Deus.

Petitinga não cabia em si de contente.

Afinal – pensava – surpreendera ave rara.

Alguém iria longe, homem disposto a trabalhar e sofrer pela causa.

E como o tempo passava e tinha serviço urgente, convidou:

- Bem, meu amigo, a sua palavra brilha para mim. Continuemos conversando em serviço. Estou justamente na hora do passe a dois irmãos tuberculosos e terei muito prazer em seu concurso...

Mas o moço, incompreensivelmente, alterou o semblante. Fez-se lívido. Repetiu, várias vezes, o gesto de quem expulsa a poeira do paletó, e ele, que sonhava tantas obras de caridade, respondeu, desenxabido:

- Ora, Petitinga, isso não. Você compreende. Não posso buscar moléstias contagiosas. Tenho família.

E lá se foi ....

Hilário Silva - Psicografia: Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira. Livro: A Vida Escreve.

FESTAS

Todos os motivos para festas dignas são respeitáveis, entretanto, a caridade é a mais elevada de todas as razões para qualquer festa digna.

Ninguém há que não possa pagar pequena parcela para a realização dessa ou daquela empresa festiva, destinada à sustentação das boas obras.

Sempre que possível, além da sua quota de participação num ato festivo, com fins assistenciais, é importante que você coopere na venda de, pelos menos, cinco ingressos, no campo de seus amigos, a benefício do empreendimento.

Mesmo que não possa comparecer numa festa de caridade, não deixe de prestar a sua contribuição.

Festejar dignamente, em torno da fraternidade humana, para ajudar o próximo, é uma das mais belas formas de auxílio.

Se você não dança, não é aconselhável o seu comparecimento num baile.

Nos encontros esportivos, é melhor ficar à distância se você ainda não sabe perder.

Se você possui dons artísticos quanto puder, colabore, gratuitamente, no trabalho que se efetue, em auxílio ao próximo.

Nas comemorações de aniversário, nunca pergunte quantos anos tem o aniversariante, nem vasculhe a significação das velas postas no bolo tradicional.

Conduza o empreendimento festivo, sob a sua responsabilidade, para o melhor proveito, em matéria de educação e solidariedade que sempre se pode extrair do convívio social.

Aprendamos a não criticar a alegria dos outros.

André Luiz, psicografado pelo médium Francisco Cândido Xavier, da obra: Sinal Verde.

GLORIFICANDO O SANTO NOME

O professor contou, em aula, que, no princípio da vida na Terra, quando os minerais, as plantas e os animais souberam que era necessário santificar o nome de Deus, houve da parte de quase todos um grande movimento de atenção.

Certas pedras começaram a produzir diamantes e outras revelaram ouro e gemas preciosas.

As árvores mais nobres começaram a dar frutos.

O algodoeiro inventou alvos fios para a vestimenta do homem.

A roseira cobriu-se de flores.

A grama, como não conseguia crescer, alastrou-se pelo chão, enfeitando a Terra.

A vaca passou a fornecer leite.

A galinha, para a alegria de todos, começou a oferecer ovos.

O carneiro iniciou a criação de lã.

A abelha passou a fazer mel.

E até o bicho-da-seda, que parece tão feio, para santificar o nome de Deus fabricou fios lindos, com os quais possuímos um dos mais valiosos tecidos que o mundo conhece.

Nesse ponto da lição, como o instrutor fizera uma pausa, Pedrinho perguntou:

- Professor, e que fazem os homens para isso?

O orientador da escola pensou um pouco respondeu:

Nem todos os homens aprendem rapidamente as lições da vida, mas aqueles que procuram a verdade sabem que a nossa Inteligência deve glorificar a Eterna Sabedoria, cultivando o bem e fugindo ao mal. As pessoas que se consagram às tarefas da fraternidade, compreendendo os semelhantes e auxiliando a todos, são as almas acordadas para a luz e que louvam realmente o nome de nosso Pai Celeste.

E, concluindo, afirmou:

O Senhor deseja a felicidade de todos e, por isso, todos aqueles que colaboram pelo bem-estar dos outros são os que santificam na Terra a sua Divina Bondade.

Francisco Cândido Xavier. Da obra: Pai Nosso. Ditado pelo Espírito Meimei.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Mulheres do Evangelho: JOANA DE CUSA

Entre a multidão que invariavelmente acompanhava a Jesus nas pregações do lago, achava-se sempre uma mulher de rara dedicação e nobre caráter, das mais altamente colocadas na sociedade de Cafarnaum. Tratava-se de Joana, consorte de Cusa, intendente de Ântipas, na cidade onde se conjugavam interesses vitais de comerciantes e de pescadores.

Joana possuía verdadeira fé; contudo, não conseguiu forrar-se às amarguras domésticas, porque seu companheiro de lutas não aceitava as claridades do Evangelho. Considerando seus dissabores íntimos, a nobre dama procurou o Messias, numa ocasião em que ele descansava em casa de Simão, e lhe expôs a longa série de suas contrariedades e padecimentos. O esposo não tolerava a doutrina do Mestre. Alto funcionário de Herodes, em perene contato com os representantes do Império, repartia as suas preferências religiosas, ora com os interesses da comunidade judaica, ora com os deuses romanos, o que lhe permitia viver em tranquilidade fácil e rendosa. Joana confessou ao Mestre os seus temores, suas lutas e desgostos no ambiente doméstico, expondo suas amarguras em face das divergências religiosas existentes entre ela e o companheiro.

Após ouvir-lhe a longa exposição, Jesus lhe ponderou:

- Joana, só há um Deus, que é o Nosso Pai, e só existe uma fé para as nossas relações com o seu amor. Certas manifestações religiosas, no mundo, muitas vezes não passam de vícios populares nos hábitos exteriores. Todos os templos da Terra são de pedra; eu venho, em nome de Deus, abrir o templo da fé viva no coração dos homens. Entre o sincero discípulo do Evangelho e os erros milenários do mundo, começa a travar-se o combate sem sangue da redenção espiritual. Agradece ao Pai o haver-te julgado digna do bom trabalho, desde agora. Teu esposo não te compreende a alma sensível? Compreender-te-á um dia. Leviano e indiferente? Ama-o, mesmo assim. Não te acharias ligada a ele se não houvesse para isso razão justa. Servindo-o com amorosa dedicação, estarás cumprindo a vontade de Deus. Falas-me de teus receios e de tuas dúvidas. Deves, pelo Evangelho, amá-lo ainda mais. Os sãos não precisam de médico. Além disso, não poderemos colher uvas nos abrolhos, mas podemos amanhar o solo que produziu cardos envenenados, a fim de cultivarmos nele mesmo a videira maravilhosa do amor e da vida.

Joana deixava entrever no brilho suave dos olhos a íntima satisfação que aqueles esclarecimentos lhe causavam; mas, patenteando todo o seu estado d’alma, interrogou:

- Mestre, vossa palavra me alivia o espírito atormentado; entretanto, sinto dificuldade extrema para um entendimento recíproco no ambiente do meu lar. Não julgais acertado que lute por impor os vossos princípios? Agindo assim, não estarei reformando o meu esposo para o céu e para o vosso reino?

O Cristo sorriu serenamente e retrucou:

- Quem sentirá mais dificuldade em estender as mãos fraternas, será o que atingiu as margens seguras do conhecimento com o Pai, ou aquele que ainda se debate entre as ondas da ignorância ou da desolação, da inconstância ou da indolência do espírito? Quanto à imposição das ideias - continuou Jesus, acentuando a importância de suas palavras -, por que motivo Deus não impõe a sua verdade e o seu amor aos tiranos da Terra? Por que não fulmina com um raio o conquistador desalmado que espalha a miséria e a destruição, com as forças sinistras da guerra? A sabedoria celeste não extermina as paixões: transforma-as. Aquele que semeou o mundo de cadáveres desperta, às vezes, para Deus, apenas com uma lágrima. O Pai não impõe a reforma a seus filhos: esclarece-os no momento oportuno. Joana, o apostolado do Evangelho é o de colaboração com o céu, nos grandes princípios da redenção. Sê fiel a Deus, amando o teu companheiro do mundo, como se fora teu filho. Não percas tempo em discutir o que não seja razoável. Deus não trava contendas com as suas criaturas e trabalha em silêncio, por toda a Criação. Vai!... Esforça-te também no silêncio e, quando convocada ao esclarecimento, fala o verbo doce ou enérgico da salvação, segundo as circunstâncias! Volta ao lar e ama o teu companheiro como o material divino que o céu colocou em tuas mãos para que talhes uma obra de vida, sabedoria e amor!...

Joana de Cusa experimentava um brando alívio no coração. Enviando a Jesus um olhar de carinhoso agradecimento, ainda lhe ouviu as últimas palavras:

- Vai, filha!... Sê fiel!

*

Desde esse dia, memorável para a sua existência, a mulher de Cusa experimentou na alma a claridade constante de uma resignação sempre pronta ao bom trabalho e sempre ativa para a compreensão de Deus. Como se o ensinamento do Mestre estivesse agora gravado indelevelmente em sua alma, considerou que, antes de ser esposa na Terra, já era filha daquele Pai que, do Céu, lhe conhecia a generosidade e os sacrifícios. Seu espírito divisou em todos os labores uma luz sagrada e oculta. Procurou esquecer todas as características inferiores do companheiro, para observar somente o que possuía ele de bom, desenvolvendo, nas menores oportunidades, o embrião vacilante de suas virtudes eternas. Mais tarde, o céu lhe enviou um filhinho, que veio duplicar os seus trabalhos; ela, porém, sem olvidar as recomendações de fidelidade que Jesus lhe havia feito, transformava suas dores num hino de triunfo silencioso em cada dia.

Os anos passaram e o esforço perseverante lhe multiplicou os bens da fé, na marcha laboriosa do conhecimento e da vida. As perseguições políticas desabaram sobre a existência do seu companheiro. Joana, contudo, se mantinha firme. Torturado pelas ideias odiosas de vingança, pelas dívidas insolváveis, pelas vaidades feridas, pelas moléstias que lhe verminaram o corpo, o ex-intendente de Ântipas voltou ao plano espiritual, numa noite de sombras tempestuosas. Sua esposa, todavia, suportou os dissabores mais amargos, fiel aos seus ideais divinos edificados na confiança sincera. Premida pelas necessidades mais duras, a nobre dama de Cafarnaum procurou trabalho para se manter com o filhinho que Deus lhe confiara. Algumas amigas lhe chamaram a atenção, tomadas de respeito humano. Joana, no entanto, buscou esclarecê-las, alegando que Jesus igualmente havia trabalhado, calejando as mãos nos serrotes de modesta carpintaria e que, submetendo-se ela a uma situação de subalternidade no mundo, se dedicara primeiramente ao Cristo, de quem se havia feito escrava devotada.

Cheia de alegria sincera, a viúva de Cusa esqueceu o conforto da nobreza material, dedicou-se aos filhos de outras mães, ocupou-se com os mais subalternos afazeres domésticos, para que seu filhinho tivesse pão. Mais tarde, quando a neve das experiências do mundo lhe alvejou os primeiros anéis da fronte, uma galera romana a conduzia em seu bojo, na qualidade de serva humilde.

*

No ano 68, quando as perseguições ao Cristianismo iam intensas, vamos encontrar, num dos espetáculos sucessivos do circo, uma velha discípula do Senhor amarrada ao poste do martírio, ao lado de um homem novo, que era seu filho.

Ante o vozerio do povo, foram ordenadas as primeiras flagelações.

- Abjura!... - exclama um executor das ordens imperiais, de olhar cruel e sombrio.

A antiga discípula do Senhor contempla o céu, sem uma palavra de negação ou de queixa. Então o açoite vibra sobre o rapaz seminu, que exclama, entre lágrimas:

- "Repudia a Jesus, minha mãe!... Não vês que nos perdemos?! Abjura!.. . por mim, que sou teu filho!. .

Pela primeira vez, dos olhos da mártir corre a fonte abundante das lágrimas. As rogativas do filho são espadas de angústia que lhe retalham o coração.

- Abjura!... Abjura!

Joana ouve aqueles gritos, recordando a existência inteira. O lar risonho e festivo, as horas de ventura, os desgostos domésticos, as emoções maternais, os fracassos do esposo, sua desesperação e sua morte, a viuvez, a desolação e as necessidades mais duras... Em seguida, ante os apelos desesperados do filhinho, recordou que Maria também fora mãe e, vendo o seu Jesus crucificado no madeiro da infâmia, soubera conformar-se com os desígnios divinos. Acima de todas as recordações, como alegria suprema de sua vida, pareceu-lhe ouvir ainda o Mestre, em casa de Pedro, a lhe dizer: - "Vai filha! Sê fiel!"

Então, possuída de força sobre-humana, a viúva de Cusa contemplou a primeira vítima ensanguentada e, fixando no jovem um olhar profundo e inexprimível, na sua dor e na sua ternura, exclamou firmemente:

- Cala-te, meu filho! Jesus era puro e não desdenhou o sacrifício. Saibamos sofrer na hora dolorosa, porque, acima de todas as felicidades transitórias do mundo, é preciso ser fiel a Deus!

A esse tempo, com os aplausos delirantes do povo, os verdugos lhe incendiavam, em derredor, achas de lenha embebidas em resina inflamável. Em poucos instantes, as labaredas lamberam-lhe o corpo envelhecido. Joana de Cusa contemplou com serenidade a massa de povo que lhe não entendia o sacrifício.

Os gemidos de dor lhe morriam abafados no peito opresso. Os algozes da mártir cercaram-lhe de impropérios a fogueira:

- O teu Cristo soube apenas ensinar-te a morrer? - perguntou um dos verdugos.

A velha discípula, concentrando a sua capacidade de resistência, teve ainda forças para murmurar:

- Não apenas a morrer, mas também a vos amar!...

Nesse instante, sentiu que a mão consoladora do Mestre lhe tocava suavemente os ombros, e lhe escutou a voz carinhosa e inesquecível:

- tem bom ânimo!... Juana Eu aqui estou!...

Pelo Espírito HUMBERTO DE CAMPOS
Psicografado pelo médium Francisco Cândido Xavier
Da obra: BOA NOVA


SALMO 23

O Senhor é o meu Pastor, nada me faltará.

Deitar-me faz em verdes pastos,
guia-me mansamente às águas tranquilas;

Refrigera a minha alma,
guia-me pelas veredas da justiça por amor do seu nome,

Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte
não temeria mal algum, porque tu estás comigo,
a tua vara e o teu cajado me consolam;

Preparas uma mesa perante mim na presença dos meus inimigos,
unges a minha cabeça com óleo, o meu cálice transborda;

Certamente que a bondade e a misericórdia
me seguirão todos os dias de minha vida,
e habitarei na casa do Senhor por longos dias.

A MALEDICÊNCIA

Observa os efeitos da maledicência. Começa com um mau pensamento e este, em si mesmo, já é um crime, pois que, em tudo e em todos, existe o bem; em tudo e em todos o mal existe. Podemos reforçar qualquer deles pelo pensamento e, deste modo, ajudar ou embaraçar a evolução; podemos fazer a vontade do Logos ou resistir-lhe. Se pensares no mal que existe em outrem, cometes ao mesmo tempo três ações más:

1.  Enches teu ambiente de maus em vez de bons pensamentos, aumentando assim a tristeza do mundo;

2.  Se nesse homem existir o mal que supões, o fortificas e o alimentas e, assim, tornas pior o teu irmão, em vez de o melhorar. Porém, geralmente o mal nele não existe, sendo apenas um produto da tua fantasia; e então o teu pensamento tentará o teu irmão à prática do mal, pois que, se ele não for ainda perfeito, poderás torná-lo tal qual o imaginaste;

3. Saturas a tua mente de maus em vez de bons pensamentos; embaraças, assim, o teu próprio crescimento, tornando-te aos olhos dos que podem ver um objeto feio e penoso em vez de belo e atraente.

Não contente de ter feito todo este mal a si próprio e à sua vítima, o maledicente tenta, com todas as suas forças, fazer com que os outros participem do seu crime.

Prontamente conta a perversa história, na esperança de que o acreditem; e, então, juntam-se todos a enviar maus pensamentos ao pobre paciente. E isto repete-se dia a dia e é feito, não por um homem, mas por milhares. Começas a ver quão terrível é este pecado? Deves, por completo, evitá-lo. Nunca fales de ninguém; recusa ouvir o mal que te disserem dos outros e suavemente observa: Talvez isso não seja verdade e, se o for, é mais caritativo não falarmos nisso.

De Alcione J. Krishnamurti
Da obra "Aos pés do Mestre" 

CAMINHAI COM DETERMINAÇÃO

Filhos, apesar dos percalços que enfrentais, inclusive no que se refere à conquista do pão de cada dia, prossegui caminhando com determinação.

Compreendei o eco do passado distante nas lutas que vos alcançam no presente: o filho rebelde, o cônjuge difícil, a carência material, o assédio sistemático das trevas...

Não descreiais do Amparo Divino, através dos amigos do Mais Alto, que não vos deixam a sós com as vossas provas.

Não fosse pela intercessão daqueles que por vós se interessam do Além, é possível que vos precipitásseis em mais profundos abismos de dor.

Inútil pretender qualquer colheita sem justa semeadura.

Por outro lado, de que valeria lançar sobre a gleba inculta a semente promissora?

Quantos anseiam por terem o que nada fazem para possuírem?

Adquiri mais ampla compreensão da vida e atinareis com a causa de todos os vossos padecimentos.

Toda lágrima encerra uma lição e se constitui num estímulo ao progresso.

Quantos são os que negam a existência de Deus, unicamente por não serem atendidos em seus caprichos de ordem pessoal?

O que não tendes nem sempre deve ser interpretado por demérito de vossa parte. Muitas vezes, a providência que vos é mais necessária ao esforço de auto superação é o obstáculo que vos parece restringir os movimentos.

Caminhai, pois, com alegria, sem permitir que a descrença se vos insinue no espírito.

Bezerra de Menezes
Psicografado pelo Médium Carlos Alberto Bacceli
Da obra: A Coragem da Fé