quarta-feira, 16 de novembro de 2011

ESMOLA E CARIDADE


Rodolfo Calligaris, da obra: “As Leis morais” - 8a edição. Rio de Janeiro, RJ:FEB, 1998.

Escusam-se muitos de não poderem ser caridosos, alegando precariedade de bens, como se a caridade se reduzisse a dar de comer aos famintos, dar de beber aos sedentos, vestir os nus e proporcionar um teto aos desabrigados.

Além dessa caridade, de ordem material, outra existe - a moral, que não implica o gasto de um centavo sequer e, não obstante, é a mais difícil de ser praticada.

Exemplos? Eis alguns:

Seríamos caridosos se, fazendo bom uso de nossas forças mentais, vibrássemos ou orássemos diariamente em favor de quantos saibamos acharem-se enfermos, tristes ou oprimidos, sem excluir aqueles que porventura se considerem nossos inimigos.

Seríamos caridosos se, em determinadas situações, nos fizéssemos intencionalmente cegos para não vermos o sorriso desdenhoso ou o gesto disprezivo de quem se julgue superior a nós.

Seríamos caridosos se, com sacrifício de nosso valioso tempo, fôssemos capazes de ouvir, sem enfado, o infeliz que nos deseja confiar seus problemas íntimos, embora sabendo de antemão nada podermos fazer por ele, senão dirigir-lhe algumas palavras de carinho e solidariedade.

Seríamos caridosos se, ao revés, soubéssemos fazer-nos momentâneamente surdos quando alguém, habituado a escarnecer de tudo e de todos, nos atingisse com expressões irônicas ou zombeteiras.

Seríamos caridosos se, disciplinando nossa língua, só nos referíssemos ao que existe de bom nos seres e nas coisas, jamais passando adiante notícias que, mesmo sendo verdadeiras, só sirvam para conspurcar a honra ou abalar a reputação alheia.

Seríamos caridosos se, embora as circunstâncias a tal nos induzissem, não suspeitássemos mal de nossos semelhantes, abstendo-nos de expender qualquer juízo apressado e temerário contra eles, mesmo entre os familiares.

Seríamos caridosos se, percebendo em nosso irmão um intento maligno, o aconselhassemos a tempo, mostrando-lhe o erro e despersuadindo o de o levar a efeito.

Seríamos caridosos se, privando-nos, de vez em quando, do prazer de um programa radiofônico ou de T.V. de nosso agrado, visitássemos pessoalmente aqueles que, em leitos hospitalares ou de sua residência, curtem prolongada doença e anseiam por um pouco de atenção e afeto.

Seríamos caridosos se, embora essa atitude pudesse prejudicar nosso interesse pessoal, tomássemos, sempre, a defesa do fraco e do pobre, contra a prepotência do forte e a usura do rico.

Seríamos caridosos se, mantendo permanentemente uma norma de proceder sereno e otimista, procurássemos criar em torno de nós uma atmosfera de paz, tranquilidade e bom humor.

Seríamos caridosos se, vez por outra, endereçássemos uma palavra de aplauso e de estimulo às boas causas e não procurássemos, ao contrário, matar a fé e o entusiasmo daqueles que nelas se acham empenhados.

Seríamos caridosos se deixássemos de postular qualquer benefício ou vantagem, desde que verificássemos haver outros direitos mais legítimos a serem atendidos em primeiro lugar.

Seríamos caridosos se, vendo triunfar aqueles cujos méritos sejam inferiores aos nossos, não os invejássemos e nem lhes desejássemos mal.

Seríamos caridosos se não desdenhássemos nem evitássemos os de má vida, se não temêssemos os salpicos de lama que os cobrem e lhes estendêssemos a nossa mão amiga, ajudando-os a levantar-se e limpar-se.

Seríamos caridosos se, possuindo alguma parcela de poder, não nos deixássemos tomar pela soberba, tratando, os pequeninos de condição, sempre com doçura e urbanidade, ou, em situação inversa, soubéssemos tolerar, sem ódio, as impertinências daqueles que ocupam melhores postos na paisagem social.

Seríamos caridosos se, por sermos mais inteligentes, não nos irritássemos com a inépcia daqueles que nos cercam ou nos servem.

Seríamos caridosos se não guardássemos ressentimento daqueles que nos ofenderam ou prejudicaram, que feriram o nosso orgulho ou roubaram a nossa felicidade, perdoando-lhes de coração.

Seríamos caridosos se reservássemos nosso rigor apenas para nós mesmos, sendo pacientes e tolerantes com as fraquezas e imperfeições daqueles com os quais convivemos, no lar, na oficina de trabalho ou na sociedade.

E assim, dezenas ou centenas de outras circunstâncias poderiam ainda ser lembradas, em que, uma amizade sincera, um gesto fraterno ou uma simples demonstração de simpatia, seriam expressões inequívocas da maior de todas as virtudes.

Nós, porém, quase não nos apercebemos dessas oportunidades que se nos apresentam, a todo instante, para fazermos a caridade.

Porquê?

É porque esse tipo de caridade não transpõe as fronteiras de nosso mundo interior, não transparece, não chama a atenção, nem provoca glorificações.

Nós traímos, empregamos a violência, tratamos ou outros com leviandade, desconfiamos, fazemos comentários de má fé, compartilhamos do erro e da fraude, mostramo-nos intolerantes, alimentamos ódios, praticamos vinganças, fomentamos intrigas, espalhamos inquietações, desencorajamos iniciativas nobres, regozijamo-nos com a impostura, prejudicamos interesses alheios, exploramos os nossos semelhantes, tiranizamos subalternos e familiares, desperdiçamos fortunas no vício e no luxo, transgredimos, enfim, todos os preceitos da Caridade, e, quando cedemos algumas migalhas do que nos sobra ou prestamos algum serviço, raras vezes agimos sob a inspiração do amor ao próximo, via de regra fazemo-lo por mera ostentação, ou por amor a nós mesmos, isto é, tendo em mira o recebimento de recompensas celestiais.

Quão longe estamos de possuir a verdadeira caridade!

Somos, ainda, demasiadamente egoístas e miseravelmente desprovidas de espírito de renúncia para praticá-la.

Mister se faz, porém, que a exercitemos, que aprendamos a dar ou sacrificar algo de nós mesmos em benefício de nossos semelhantes, porque "a caridade é o cumprimento da Lei."

LIBERTAÇÃO DE CONSCIÊNCIA


Joanna de Ângelis, PSICOGRAFADO PELO MÉDIUM Divaldo Pereira Franco, da obra “Momentos Enriquecedores”

Não aguardemos que o aplauso do mundo coroe as nossas expectativas.

Não esperemos que as alegrias nos adornem de louros ou que uma coroa de luz desça sobre a nossa cabeça, vestindo-nos de festa.

Quem elegeu Jesus, não pode ignorar a cruz da renúncia.

Quem O busca, não pode desdenhar a estrada áspera do Gólgota.

Quem com Ele se afina, não pode esquecer que, Sol de primeira grandeza como é, desceu à sombra da noite, para ser o porto de segurança luminosa, no qual atracaremos a barca de nosso destino.

Jesus é o nosso máximo ideal humano, Modelo e Guia seguro.

Aquele que travou contato com a Sua palavra nunca mais O esquece.

Quem com Ele se identifica, perdeu o direito à opção, porque a sua, passa a tornar-se a opção dEle, sem o que, a vida não tem sentido.

*

Não é esta a primeira vez que nos identificamos com o Seu verbo libertador. Abandoná-lo é infidelidade, que O troca pelos ouropéis e utopias do mundo, de breve duração.

Não é esta a nossa experiência única no santuário da fé, que abraçamos desde a treva medieval, erguendo monumentos ao prazer, distantes da convivência com a dor.

Voltamos à mesma grei, para podermos, com o Pensamento Divino vibrando em nós, lograr uma perfeita identificação.

Lucigênitos, procedemos do Divino Foco, para o qual marchamos.

Seja, pois, a nossa caminhada assinalada pelas pegadas de claridade na Terra, a fim de que, aquele que venha após os nossos passos, encontre as setas apontando o caminho.

Jesus não nos prometeu os júbilos vazios dos tóxicos da ilusão. Não nos brindou com promessas vãs, que nos destacassem no cenário transitório da Terra. Antes, asseverou, que verteríamos o pranto que precede à plenitude, e teríamos a tristeza e a solidão que antecedem à glória solar.

Não seja, pois, de surpreender que, muitas vezes, a dificuldade e o opróbrio, o problema e a solidão caracterizem a nossa marcha. Não seja de surpreender, portanto, que nos vejamos em solidão com Ele, já que as Suas, serão as mãos que nos enxugarão o pranto, enquanto nos dirá, suavemente: Aqui estou!

Perseveremos juntos, cantando o hino da alegria plena na ação que liberta consciências, na atividade que nos irmana e no amor que nos felicita.

domingo, 13 de novembro de 2011

ACORDEMOS


André Luiz, psicografado pelo medium Francisco Cândido Xavier, da obra: “Caridade”

É sempre fácil
examinar as consciências alheias,
identificar os erros do próximo,
opinar em questões que não nos dizem respeito,
indicar as fraquezas dos semelhantes,
educar os filhos dos vizinhos,
reprovar as deficiências dos companheiros,
corrigir os defeitos dos outros,
aconselhar o caminho reto a quem passa,
receitar paciência a quem sofre
e retificar as más qualidades de quem segue conosco...

*
Mas enquanto nos distraimos,
em tais incursões a distância de nós mesmos,
não passamos de aprendizes que fogem, levianos, à verdade e à lição.

*
Enquanto nos ausentamos
do estudo de nossas próprias necessidades,
olvidando a aplicação dos princípios superiores que abraçamos na fé viva,
somos simplesmente
cegos do mundo interior
relegados à treva...

*
Despertemos, a nós mesmos,
acordemos nossas energias mais profundas
para que o ensinamento do Cristo
não seja para nós uma bênção que passa, sem proveito à nossa vida,
porque o infortúnio maior de todos
para a nossa alma eterna
é aquele que nos
infelicita quando a graça do Alto
passa por nós em vão!...

* * *

sábado, 12 de novembro de 2011

TEXTO ANTIDEPRESSIVO

André Luiz
psicografado pelo médium 
Francisco Cândido Xavier
da obra “Busca e Acharás”

Quando você se observar, à beira do desânimo, acelere o passo para frente, proibindo-se parar.

Ore, pedindo a Deus mais luz para vencer as sombras.

Faça algo de bom, além do cansaço em que se veja.

Leia uma página edificante, que lhe auxilie o raciocínio na mudança construtiva de idéias.

Tente contato de pessoas, cuja conversação lhe melhore o clima espiritual.

Procure um ambiente, no qual lhe seja possível ouvir palavras e instruções que lhe enobreçam os pensamentos.

Preste um favor, especialmente aquele favor que você esteja adiando.

Visite um enfermo, buscando reconforto naqueles que atravessam dificuldades maiores que as suas.

Atenda às tarefas imediatas que esperam por você e que lhe impeçam qualquer demora nas nuvens do desalento.

Guarde a convicção de que todos estamos caminhando para adiante, através de problemas e lutas, na aquisição de experiência, e de que a vida concorda com as pausas de refazimento das nossas forças, mas não se acomoda com a inércia em momento algum.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

A VIDA QUÂNTICA COMEÇA EM 2012



Mestre Kuthumi

Eu, Kuthumi, entro em seu campo de consciência superior. Enquanto vocês se aproximam do seu ano de 2012, muitas das mudanças que vocês experienciaram nos anos anteriores serão consolidadas – em sua mente e, portanto, na matéria a um nível físico.

Os últimos três anos criaram grande parte de sua transformação. Antes disto, foi um tempo de preparação e de despertar para a Luz da sua Alma. Em 2010 eu falei dos mercados financeiros e das mudanças no sistema monetário do mundo. Naturalmente, nos últimos dois anos isto criou muito caos para os governos e para cada indivíduo que usa o dinheiro como um instrumento de troca. Isto ajudou muitos a verem o dinheiro sob uma luz diferente. O caos ajudou a muitos a reestruturar a sua atitude em relação ao uso do dinheiro. Os sábios aprenderam a controlar o seu dinheiro, em vez do dinheiro ser usado para controlá-los. Este processo tira o poder monetário dos poucos e cria uma nova consciência. Novas moedas serão criadas em 2012.

No ano passado, eu mencionei um Ano de Unidade. Foi um ano de enfrentar novas realidades em suas vidas, em todos os níveis. Aquilo que foi oculto por muito tempo foi revelado. Este processo continuará ao longo de 2012 e 2013, enquanto o velho continua a se desintegrar.

Eu incitei aqueles que tinham se aberto a uma consciência mais elevada a se unirem, a se ajudarem e se aproximarem de outros para ajudá-los em sua compreensão e em seu despertar. Houve almas corajosas que deram as suas vidas pela libertação da tirania, para libertar os seus compatriotas e mulheres. Eles deram a sua vida pela verdade e pela liberdade. Meus amigos, eu ouço muitos dizerem que há muita inquietação em muitos países. Eu lhes digo: é parte de suas dores de parto para um novo modo de ser, de viver. Compreendam que aqueles que buscam suprimir e controlar outros não podem ter a permissão de continuarem a fazer isto. Sua força está em se unirem para que a humanidade avance em seu processo evolutivo. Eu denominei o ano de 2009 como o seu Ano Mestre. Foi um ano em que muitos despertaram para a sua alma, partilhando com outros a sabedoria de sua alma. Assim a Luz se expandiu ao redor da Terra. Vocês vêem o padrão, meus amigos, o processo do despertar. Esta unidade será exigida nos próximos anos – além de 2012.

Muitos grandes anciãos falaram deste próximo ano de 2012, como um tempo de transformação que está sendo concluído. Uma elevação da consciência. Eu expliquei os passos já trilhados por muitos. Naturalmente, este ano não irá terminar o processo de transformação, apenas esta parte do processo. Isto está proporcionando um alicerce maravilhoso para que criem a vida quântica. 2012 marca o início do final da ilusão para a humanidade.

Vocês começarão a compreender mais sobre a telepatia e alguns de vocês usarão esta forma de comunicação. Os filamentos finais das energias da terceira dimensão irão desaparecer. Seus pontos de vista sobre a materialidade irão se transformar, sendo substituídos pela fé e a confiança em si mesmos e em suas próprias habilidades quânticas. Estas lhes serão muito gratificantes. Ah, eu vejo que isto surpreende a alguns de vocês! Eu lhes digo que não se apeguem aos seus bens materiais tão intensamente, pois certamente os perderão. Não através de qualquer forma de punição, não. Mas pela necessidade da evolução de sua alma e para que retornem ao equilíbrio.

Esta é uma área em que muitos ainda trabalharão ao longo de 2012. Eu diria a todos: desfrutem, apreciem verdadeiramente o que vocês têm agora, mas não se apeguem a isto fortemente. Transformem o seu controle do seu mundo pessoal para um mundo de gratidão e de felicidade pelo que vocês têm para apreciar, experienciar agora, neste momento.

TRANSFORMAÇÃO EMOCIONAL

Vocês percebem que grande parte de 2012 se referirá a isto – transformação emocional. Eu lhes disse que isto será em todos os níveis? Eu tentei prepará-los passo a passo. Assim, muitos têm um nível de emoção, ligados as suas posses. Isto cresce com o seu dinheiro, com o seu trabalho e os seus relacionamentos.

Eu lhes peço que parem por um momento e visualizem um homem tentando se agarrar ao seu trabalho com uma empresa, o que exige cada vez mais de suas habilidades mentais e físicas, mais do seu tempo, mesmo buscando uma forma de propriedade dele, mas sem pagamento extra por aquelas horas extras e deveres. Então outra pessoa tenta lhe tirar o seu emprego. A batalha se inicia. Emoções de raiva, indignação, até mesmo o ódio são dirigidas ao seu rival. Vocês começam a ver o cenário real. Ele diz para si mesmo: Eu preciso deste emprego para pagar a minha hipoteca, o meu carro, a minha TV, etc.

Não é o momento de pararem e olharem para o que realmente querem em sua vida? É assim que querem viver? Através dos eventos, vocês serão questionados quanto a isto em 2012. O que é importante para vocês? Vocês gostam do que o homem criou? Gostam do que criaram? Perguntas difíceis, sim. Mas vocês estarão transformando os seus pensamentos, os seus desejos, as suas vidas em 2012.

RELACIONAMENTOS

Vocês estarão observando os relacionamentos em todos os níveis. Desde o seu chefe da empresa, seus colegas de trabalho, seus vizinhos, amigos, parceiros, filhos – todos os níveis. Não mais se trata de mim, trata-se de NÓS. Unidade. Avançar juntos. Mudar atitudes. Mudar a maneira como pensam.

Vocês poderiam dizer que 2012 é um término. É um término dos seus velhos modos de pensar. É um término de não compreender que cada um de vocês pode criar o seu próprio futuro. Vocês podem abandonar as suas velhas formas de controle – em qualquer nível. Alguns de vocês não entenderam como conseguir isto. Simplesmente, mudem as suas prioridades, mudem a sua atitude para uma atitude de gratidão, de ver a verdadeira beleza da natureza. Ela sempre esteve aí, mas a humanidade se afastou. Viam somente o valor monetário e o controle. Eu lhes pergunto: Isto os tornou felizes? Perguntem a si mesmos. É oportuno fazê-lo.

DIMENSÕES SUPERIORES

Quando vocês meditam, chegam a um espaço de paz. Ela flui através de vocês. O tempo não existe nas dimensões mais elevadas que vocês alcançaram. Somente a alegria total e a paz existem. Nada mais importa. Vocês estão se encaminhando para este espaço de paz e de alegria em sua vida diária. Vocês podem vivê-la, respirá-la. Quando liberam os velhos modos, vocês aceitam um nível superior de vibração em seu ser. Começam uma vida quântica.

Assim vocês percebem que 2012 é um término, mas não como pensam. A Terra mudará através dos grandes movimentos das placas e das mudanças climáticas dos ciclos. Mas ela continuará. 2012 é um final do velho pensamento, do controle em todos os níveis. Ele dará início ao nascimento do novo. Para o que vocês têm sido preparados – a primeira etapa.

Celebrem a vinda de 2012. Ele não é para ser temido. É mais um passo para viver na paz e na alegria. É um momento para que todos os Trabalhadores da Luz se unam, que se ajudem através destas mudanças, na amizade franca. Este é o novo caminho a seguir.

Feliz 2012

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

A ARTE DE NÃO ADOECER


Se não quiser adoecer - "Fale de seus sentimentos"

Emoções e sentimentos que são escondidos, reprimidos, acabam em doenças como: gastrite, úlcera, dores lombares, dor na coluna. Com o tempo a  repressão dos sentimentos degenera até em câncer. Então, vamos desabafar, confidenciar, partilhar nossa intimidade, nossos segredos, nossos pecados. O diálogo, a fala, a palavra, é um poderoso remédio e excelente terapia.

Se não quiser adoecer - "Tome decisão"

A pessoa indecisa permanece na dúvida, na ansiedade, na angústia. A indecisão acumula problemas, preocupações, agressões. A história humana é feita de decisões. Para decidir é preciso saber renunciar, saber perder vantagem e valores para ganhar outros. As pessoas indecisas são vítimas de doenças nervosas, gástricas e problemas de pele.

Se não quiser adoecer - "Busque soluções".

Pessoas negativas não enxergam soluções e aumentam os problemas. Preferem a lamentação, a murmuração, o pessimismo. Melhor é acender o fósforo que lamentar a escuridão. Pequena é a abelha, mas produz o que de mais doce existe. Somos o que pensamos. O pensamento negativo gera energia negativa que se transforma em doença.

Se não quiser adoecer - "Não viva de aparências"

Quem esconde a realidade finge, faz pose, quer sempre dar a impressão que está bem, quer mostrar-se perfeito, bonzinho etc., está acumulando toneladas de peso... uma estátua de bronze, mas com pés de barro. Nada pior para a saúde que viver de aparências e fachadas. São pessoas com muito verniz e pouca raiz. Seu destino é a farmácia, o hospital, a dor.

Se não quiser adoecer - "Aceite-se"

A rejeição de si próprio, a ausência de auto-estima, faz com que sejamos algozes de nós mesmos. Ser eu mesmo é o núcleo de uma vida saudável. Os que não se aceitam são invejosos, ciumentos, imitadores, competitivos, destruidores. Aceitar-se, aceitar ser aceito, aceitar as críticas, é sabedoria, bom senso e terapia.

Se não quiser adoecer - "Confie"

Quem não confia, não se comunica, não se abre, não se relaciona, não cria liames profundos, não sabe fazer amizades verdadeiras. Sem confiança, não  há relacionamento. A desconfiança é falta de fé em si, nos outros e em Deus.

Se não quiser adoecer - "Não viva sempre triste"

O bom humor, a risada, o lazer, a alegria, recuperam a saúde e trazem vida longa. A pessoa alegre tem o dom de alegrar o ambiente em que vive.
 
"O bom  humor nos salva das mãos do doutor".

Alegria é saúde e terapia.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

BUSCA DE SI MESMO

Joanna de Angelis, da Obra “Amor, Imbatível Amor” 
psicografado pelo médium Divaldo Pereira Franco

O amor desempenha um papel preponderante na construção de um ser saudável, sem o que a predominância dos instintos o mantém no primarismo, na generalidade das expressões orgânicas sem maior controle do comportamento.

Crescendo ao lado da razão, o sentimento de amor é o grande estimulador para o progresso ético, social e espiritual da criatura, sem cuja presença se manteria nas necessidades primárias sem maior significado psicológico.

Inato no relacionamento mãe-filho, como decorrência de o último ser uma forma de apêndice da primeira, surge no pai através do instinto de proteção à sua fragilidade e dependência, que se irá desenvolvendo mediante a carga de emoção de que se faz acompanhar.

A medida que desabrocha e se desenvolve, desvela as características individuais — do Espírito que é —, adquirindo e assimilando os conteúdos do meio social em que se encontra e que contribuem para a formação da sua identidade.

Tais fatores — inatos e sociais — estão presentes na hereditariedade — são impressos pelos valores adquiridos em outras existências, os quais se encarregam de modelar o ser — e decorrem da convivência do meio em que se está colocado no processo da evolução.

A aquisição ou despertamento do Si, é o grande desafio da existência humana, tornando-se condição de relevância no comportamento do ser e nos enfrentamentos que deverá desenvolver.

O ser real, no entanto, está oculto pelo ego, pelos condicionamentos, pelos impositivos sociais, sob a máscara da personalidade...

Descobri-lo, constitui um valioso desafio de natureza interior, impondo-se um mergulho no inconsciente, de forma a arrancar a realidade que se oculta sob a aparência, o legítimo escondido no projetado.

A conquista de si mesmo proporciona alegria e libertação dos sentimentos subalternos, conflitivos. Sempre vem acompanhada da individualidade, quando se tem coragem de expressar sentimentos de valor — sem agressões, mas sem temor de desagradar —, quando se assume a consciência do Si e se sabe exatamente o que se deseja, bem assim como consegui-lo.

Ao adquirir-se a identidade, experimenta-se uma irradiação de alegria, de prazer que contagia, sem o expressar em forma ruidosa, esfuziante, tornando-se pleno e feliz diante da vida.

Essa conquista independe do poder, que normalmente corrompe e deixa o indivíduo vazio quando a sós, nos momentos em que o seu prestígio não tem valor para submeter alguém ou para impor a subserviência que agrada ao ego, tombando no desânimo ou na revolta e fazendo-se violento.

Na conquista de si mesmo surge um magnetismo que se exterioriza, produzindo empatia e proporcionando sensação de completude, resultado do amadurecimento psicológico e do controle das emoções que fluem em harmonia.

A sua presença causa prazer nas demais pessoas, enquanto que o indivíduo não realizado, não identificado, proporciona estranhas sensações de mal-estar, de desagrado. O quanto é agradável estar-se ao lado de alguém jovial, feliz, plenificado, dá-se em oposto quando se convive com alguém pessimista, queixoso, inseguro.

Cada ser irradia o que é internamente. Mesmo que muito bem apresentado pode produzir mal-estar, ou quando despido de atavios e exterioridades, é susceptível de provocar agradáveis sensações.

A busca de si mesmo nada tem a ver com o sucesso exterior, que pode ser adquirido superficialmente sem fazer-se acompanhar do interno, que é mais importante, porque define os rumos existenciais, prolongando os objetivos da vida.

Quando se busca o sucesso, o preço a pagar é muito alto, particularmente pelo que se tem de asfixiar em sentimentos internos, a fim de alcançar a meta exterior, enquanto que na busca da própria realidade a nada se sacrifica; antes se desenvolve o senso de beleza, de harmonia, de interiorização sem qualquer alienação. Essa viagem interior deve ser consciente, observada, reflexionada, descobrindo-se os conteúdos emocionais e espirituais que estão soterrados no inconsciente profundo, portanto, adormecidos no Espírito.

Confunde-se muito a conquista de si mesmo, tendo-se a falsa idéia de que ela surge após conseguir-se o poder, o sucesso, a vitória sobre a massa.

Todas essas realizações são exteriores, enquanto a auto-identificação tem a ver com a auto-libertação que, no caso, é o desapego das coisas — o que não quer significar que seja o abandono delas, mas o uso sem a dependência, a valorização sem a escravidão às mesmas —; às pessoas que, embora amadas, não se tornam co-dependentes dos caprichos impostos; às ambições perturbadoras que sempre levam a mais poder, a mais aquisição, a mais inquietação.

Valores antes não conhecidos passam a habitar a mente e a preencher as lacunas do sentimento, desenvolvendo aptidões ignoradas e trabalhando emoções não vivenciadas.

Nessa incursão interior, descobre-se quem se é, quais as possibilidades que existem e se encontram à disposição, como desenvolver os propósitos de crescimento íntimo e viver plenamente em harmonia consigo, bem como em relação com as demais pessoas e com a Natureza.

Ocorre nessa fase um peculiar insight, e essa iluminação norteia a conduta, que se assinala pela harmonia e confiança em si mesmo, nas suas atitudes, nas metas agora estabelecidas, trabalhando pelo crescimento intelecto-moral.

A busca da identidade proporciona a superação da massificação, ao tempo em que faculta o descobrimento da realidade espiritual que se é, em detrimento da transitoriedade carnal em que se encontra.

A vitória sobre o medo da doença, do infortúnio, da morte produz auto-segurança para todos os enfrentamentos e a ampliação do futuro, que agora não mais se apresenta no limite da sepultura, do desconhecido, do aniquilamento, desdobrando metas incomensuráveis, que se ampliam fascinantes e arrebatadoras sempre que esteja vencida a anterior.

A ansiedade cede lugar à harmonia, a hostilidade natural é substituída pela cordialidade, a insegurança abre espaço para a confiança, e o mundo se apresenta não agressivo, não punitivo, não castrador, porquanto, aquele que é livre interiormente não tem obstáculos pela frente por haver-se vencido, dessa
forma, tornando todo combate factível e credor de enfrentamento.

Enquanto a busca do poder é exterior, a insatisfação corrói o ser vitimado pela ambição fragilizadora, principalmente por causa da presença inevitável e dominadora da morte que espreita e a tudo devora, ameaçando as construções mais vigorosas da transitoriedade física.

Sem dúvida, a morte é um fantasma presente nas cogitações dos planos de breve ou de longo curso, porque está sempre no inconsciente humano, mesmo quando ausente na realidade objetiva.

A auto-conquista da identidade é também vitória da vida imperecível, da realidade que se é, na investidura transitória em que se transita.

Cada qual deve buscar-se através de reflexões tranqüilas e interiorização consciente, perguntando-se quem e, quais os objetivos que se encontram à frente e como alcançá-los, investindo alguns momentos diários a exercícios de pacificação e manutenção de pensamentos edificantes sejam quais forem as circunstâncias.

O auto-encontro dá-se, após esse labor, naturalmente e plenificador, saudável e rico de harmonia.

domingo, 23 de outubro de 2011

O CULTO CRISTÃO NO LAR

Povoara-se o firmamento de estrelas, dentro da noite prateada de luar, quando o Senhor, instalado provisoriamente em casa de Pedro, tomou os Sagrados Escritos e, como se quisesse imprimir novo rumo à conversação que se fizera improdutiva e menos edificante, falou com bondade:

- Simão, que faz o pescador quando se dirige para o mercado com os frutos de cada dia?

0 apóstolo pensou alguns momentos e respondeu, hesitante:

- Mestre, naturalmente escolhemos os peixes melhores. Ninguém compra os resíduos da pesca.

Jesus sorriu e perguntou, de novo:

- E o oleiro? Que faz para atender à tarefa a que se propõe?

- Certamente, Senhor - redargüiu o pescador, intrigado -, modela o barro, imprimindo-lhe a forma que deseja.

0 Amigo Celeste, de olhar compassivo e fulgurante, insistiu:

- E como procede o carpinteiro para alcançar o trabalho que pretende?

0 interlocutor, muito simples, informou sem vacilar:

- Lavrará a madeira, usará a enxó e o serrote, o martelo e o formão. De outro modo, não aperfeiçoará a peça bruta.

Calou-se Jesus, por alguns instantes, e aduziu:

- Assim, também é o lar diante do mundo. 0 berço doméstico é a primeira escola e o primeiro templo da alma. A casa do homem é a legítima exportadora de caracteres para a vida comum. Se o negociante seleciona a mercadoria, se o marceneiro não consegue fazer um barco sem afeiçoar a madeira a seus propósitos, como esperar urna comunidade segura e tranqüila sem que o lar se aperfeiçoe? A paz do mundo começa sob as telhas a que nos acolhemos. Se não aprendemos a viver em paz, entre quatro paredes, como aguardar a harmonia das nações? Se nos não habituamos a amar o irmão mais próximo, associado à nossa luta de cada dia, como respeitar o Eterno Pai que nos parece distante?

Jesus relanceou o olhar pela sala modesta, fez pequeno intervalo e continuou:

- Pedro, acendamos aqui, em torno de quantos nos procuram a assistência fraterna, uma claridade nova. A mesa de tua casa é o lar de teu pão. Nela, recebes do Senhor o alimento para cada dia. Porque não instalar ao redor dela, a sementeira da felicidade e da paz na conversação e no pensamento? 0 Pai, que nos dá o trigo para o celeiro, através do solo, envia-nos a luz através do céu. Se a claridade é a expansão dos raios que a constituem, a fartura começa no grão. Em razão disso, o Evangelho não foi iniciado sobre a multidão, mas sim, no singelo domicílio dos pastores e dos animais.

Simão Pedro fitou no Mestre os olhos humildes e lúcidos e, como não encontrasse palavras adequadas para explicar-se, murmurou, tímido:

- Mestre, seja feito como desejas.

Então Jesus, convidando os familiares do apóstolo à palestra edificante e à meditação elevada, desenrolou os escritos da sabedoria e abriu, na Terra, o primeiro culto cristão no lar.

Fonte: LIVROS: "Jesus no Lar'' e "Luz no Lar"
Autor Espititual: Neio Lúcio
Psicografada por: Médium: Francisco Cândido Xavier

PERDOA-TE

A palavra evangélica adverte que se deve ser indulgente para com as faltas alheias e severo em relação às próprias.
Somente com uma atitude vigilante e austera no dia-a-dia o homem consegue a auto-realização.
Compreendendo que a existência carnal é uma experiência iluminativa, é muito natural que diversas aprendizagens ocorram através de insucessos que se transformam em êxitos, após repetidas, face aos processos que engendram.
A tolerância, desse modo, para com as faltas alheias, não pode ser descartada no clima de convivência humana e social.
Sem que te acomodes à própria fraqueza, usa também de indulgência para contigo.
Não fiques remoendo o acontecimento no qual malograste, nem revitalizes o erro através de sua incessante recordação.
Descobrindo-te em gravame, reconsidera a situação, examinando com serenidade o que aconteceu e regulariza a ocorrência.
És discípulo da vida em constante crescimento.
Cada degrau conquistado se torna patamar para novo logro.
Se te contentas, estacionando, perdes oportunidades excelentes de libertação.
Se te deprimes e te amarguras porque erraste, igualmente atrasas a marcha.
Aceitando os teus limites e perdoando-te os erros, mais facilmente treinarás o perdão em referência aos demais.
Quando acertes, avança, eliminando receios.
Quando erres, perdoa-te e arrebenta as algemas com a retaguarda, prosseguindo.
O homem que ama, a si mesmo se ama, tolerando-se e estimulando-se a novos e constantes cometimentos, cada vez mais amplos e audaciosos no bem.
Joanna de Ângelis - psicografia de Divaldo Pereira Franco

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

A NOVA GRADE CRISTALINA DA TERRA


Mensagem de Ísis
Através de Petra Margolis
em 21 de outubro de 2011

Visto que 11-11-11 está se aproximando e muitos agora estão se focalizando na nova grade de cristal da Terra que está sendo construída, eu gostaria de explicar um pouco mais sobre o trabalho desta nova grade comparado com a antiga.

A antiga grade da Terra e sim, muitos de vocês estão conectados com ela, é um holograma que tem filtrado suas energias e foi e ainda é usado para controlar, enviar medo e outras informações que são recebidas por vocês e pela consciência coletiva humana.

Enquanto vocês estão despertando, há partes do processo de ascensão que são diferentes da ascensão planetária.Principalmente a parte em que muitas ativações, iniciações e mudanças devem ser feitas conscientemente.

Isto é parte do processo de despertar.

Um despertar consciente como este é que lhes permite começarem a criar a verdadeira mudança dentro da realidade da Terra.

Por isso é importante ter uma experiência consciente de se desconectar da antiga grade da Terra e então, se quiserem, conectarem-se a esta nova grade da Terra.

Agora, a nova grade da Terra não está concluída já que ainda está em construção e ela não fica mais dentro da Terra.

E é assim por uma razão: já que a Terra está ascendendo, todas as energias que não são dela mesma estão para ser removidas.

Este processo é igual para cada ser humano e todos os outros seres que ascendem: vocês não podem ascender com a energia de outros dentro de vocês.

Agora, remover-se da antiga grade não se dá pela simples intenção ou pela elevação de sua frequência.

Como muitos ainda estão conectados à antiga grade da Terra, a elevação da frequência pode ser uma experiência falsa já que a antiga grade proporcionará a falsa experiência de estar mais iluminado e dentro de uma dimensão superior. Isto é parte do controle que está em uso.

É o mesmo com a nova grade da Terra, conectar-se com ela não se dá pela intenção, mas por ter a frequência correta e então, conscientemente, conectar-se.

Desconectar-se da antiga grade da Terra é o primeiro passo. Fazer isto sem se desconectar da antiga grade todas as partes de energia, o trabalho que vocês fazem com a nova grade não estará no nível de energia mais efetivo possível.

Eu sei que muitos não acreditarão nisto, e muitos continuarão ignorando esta mensagem, pois ela não ressoa com eles.

É o seu livre arbítrio e suas próprias escolhas devem ser feitas.

Estou aqui para lhes trazer a informação, o que fazer com ela é escolha sua.

Ísis



Através de Petra Margolis

Tradução para os Blogs SINTESE e DE CORAÇÃO A CORAÇÃO:


Respeite os Créditos        

Fonte: Blog SINTESE