terça-feira, 13 de dezembro de 2011

PROSPERIDADE

Por Érika Silveira

Para o medium Humberto Pazian, uma pessoa próspera é feliz no corpo, na mente e no espírito, irradiando essa felicidade para outras pessoas.
  
Como ser mais próspero na vida? É esta a proposta de “Prosperidade em 42 dias”, Livro que tem feito grande sucesso inclusive entre o público espírita. Seu autor é o médium Humberto Pazian, dirigente da Fraternidade Francisco de Assis, entidade sediada no bairro de ViLa Industrial, zona Leste de São Paulo (SP), além de apresentador de programas espíritas nas rádios Boa Nova e MundiaL e autor de vários outros Livros, como meditação: - um caminho para a felicidade, O Fim do Mundo, Do Suicídio à Vida e Doação de Órgãos, entre outros.

Nesta entrevista, Pazian fala de sua visão da prosperidade, trazendo melhores esclarecimentos sobre este tema que vem sendo abordado com muita freqüência ultimamente.

Como você descobriu a importância da prosperidade em sua vida?

Humberto Pazian -- Eu nasci em uma família muito humilde, de poucos recursos e, como todo jovem, sonhava com um futuro melhor. Então, tive contato com um tipo de leitura de auto-ajuda que me atraiu muito. Eu já era espírita, mas não aceitava muito a convivência com o sofrimento. Esse meu interesse começou quando eu tinha cerca de 14 anos de idade, sempre procurei ler, fazer experiências em minha vida. Hoje, a prosperidade é uma coisa da qual não apenas preciso, eu tento vivê-la. Acredito que minha tarefa é fazer com que as pessoas compreendam isso da mesma forma, porque todo mundo pode e tem o direito de ser feliz, foi para isso que fomos criados. Se não estamos felizes no momento, devemos mudar a maneira de agir e pensar a partir de agora.

O  livro Prosperidade em 42 dias foi uma forma de colocar em prática essas teorias?

Humberto Pazian - Na verdade, o livro é o resumo de todo o aprendizado adquirido em anos de prática e experimentação, apresentado de forma resumida para que se possa entender o processo. Precisamos parar com a idéia de que não dá para alterar o carma, de que viemos para ser pobres, infelizes. Não é nada disso. Há um meio de compreender a vida de maneira mais saudável, entendendo que o amanhã é construído hoje. Acredito que viemos para sermos felizes. Se não somos, é porque fizemos alguma coisa errada, que pode ser consertada a qualquer momento.

Para você, o que é ser um individuo próspero?

Humberto Pazian – É ser uma pessoa que não é feliz apenas para si mesma, mas que transmite a felicidade para as pessoas à sua volta, torna outras pessoas prósperas também, é um exemplo de solidariedade. Ser uma pessoa próspera é ser feliz no corpo, na mente e no espírito.

Você acha que o público espírita ainda tem resistência para temas como a prosperidade ou hoje existe uma abertura maior para isso?

Humberto Pazian -  As coisas mudaram muito de uns anos para cá, acho que, sem alterar a base da doutrina, o espírita tem acrescentado muita coisa nela. A própria doutrina não é estática, Kardec disse que outras coisas seriam acrescentadas. O mundo está mudando e o espírita também, vendo a vida de uma forma mais ampla, sem ficar tão fechado para os novos conceitos. Erroneamente, muitos espíritas acreditam que temos de sofrer por causa do carma, que viemos aqui para resgatar nossos erros, quando, na realidade, não é bem assim. A vida é algo muito alegre, portanto, não temos que ficar esperando a reencarnação ou outra vida para sermos felizes, podemos começar a viver bem hoje, colocando em uso as teorias que aprendemos. Assim, estaremos começando a criar um carma muito bom e positivo.

Este é um tema que está muito em moda atualmente. Mas, em sua opinião, qual é o diferencial de ter o embasamento dos ensinamentos da doutrina espirita para se chegar à prosperidade?

Humberto Pazian -  Realmente, hoje, muita gente vem trabalhando esse tema, mas visando apenas a questão financeira. Eu procuro passar uma abordagem mais ampla, tanto nas palestras realizadas como no próprio Livro. Claro que a parte financeira é importante, fundamenta até para o progresso, a educação e uma série de outras coisas, mas saúde, união, felicidade e realização de nossos sonhos também são coisas de suma importância. O tema prosperidade se encaixa perfeitamente no contexto espírita, pois o que a doutrina faz com a gente? Não tenta nos reformar para que sejamos melhores? Sendo assim, o fato de sermos melhores nos aproxima de Deus e é ai que se encontra a felicidade. O que se sugere nesse experimento é uma mudança interior, para que as pessoas troquem seus antigos conceitos negativos por algo mais positivo.

Existem alguns passos para um maior êxito na busca da prosperidade?

Humberto Pazian - Primeiro, precisamos definir o que é prosperidade em nossa concepção, pois podemos senti-la de várias formas. Para uma pessoa, a prosperidade é urna situação financeira estável, então esse é o objetivo que ela deve tentar. Já para outra, talvez a prosperidade esteja no fato de ser livre, de ter saúde e assim por diante. Dessa forma, é importante essa definição em um determinado momento, porque os conceitos também mudam com o decorrer do tempo. O segundo passo é se preparar para isso, pois, muitas vezes, as pessoas colocam um objetivo na mente e, no entanto, não se mexem para conquista-lo. Além de criar o objetivo e visualizar o método, é preciso acreditar que realmente vai conseguir alcançá-lo, fazer uma reprogramação da vida. O processo é muito simples, basta colocar no papel as coisas que se necessita para chegar a esse objetivo. Não adianta ficar só sonhando, porque nada vai cair do céu, há a necessidade de empenho e determinação. Esse é um exemplo básico, mas que pode ser aplicado em qualquer objetivo na vida.

Então ha uma diferença entre meta e sonho?

Humberto Pazian -  De uma forma ou outra, todos nós sonhamos, conforme o grau de cada um. As vezes, ficamos sonhando em viajar pelo mundo, trocar de carro, adquirir uma alta evolução espiritual, enfim, são sonhos que nos ajudam a viver. Agora, quando os colocamos como meta, a coisa muda completamente de figura, pois é um sonho que se tornará realidade. Meta significa realização do sonho.

Atualmente, a Terra está passando por um momento muito difícil de transformação. De que forma podemos atingir e contribuir para a prosperidade coletiva do planeta?

Humberto Pazian -  Aquele que visa apenas o seu bem é uma pessoa egoísta, avarenta, e as leis universais percebem isso. Alguém muito fechado em si mesmo com certeza não consegue ser próspero, pode ter muito dinheiro, poder ou fama, mas não terá prosperidade. Uma pessoa próspera de verdade ajuda os outros até com seu exemplo. Portanto, quanto mais indivíduos prósperos nós tivemos, maior será a irradiação delas e, assim, teremos urna comunidade mais feliz. E uma questão de consciência de cada um.

A prosperidade também pode ser trabalhada dentro de casa, com a família, a fim de que se formem lares mais estruturados?

Humberto Pazian - Deveria ser ensinado para as criancas, não só nas famílias, mas também nas escolas, que é possível ter qualidade de vida, pois se elas crescem acreditando em um futuro melhor, é isso que irão buscar. No entanto, infelizmente, muitos pais deixam suas frustrações e negatividades nos filhos, o que fica marcado neles. O lar é um lugar muito apropriado para se desenvolver o conceito de felicidade.

Fonte: Revista Cristã de Espiritismo nº 17


MAGNETISMO HUMANO


Todo ser humano possui magnetismo, que é a forma
de transformar o fluido vital em energia. Aliado ao
hipnotismo, que é a ação sobre os centros nervosos,
ele permite o reequilíbrio do corpo e a cura de doenças.

Mario Coelho
Entrevista realizada no canal IRC #espiritismo

Antes de mais nada, é importante estabelecer­mos a diferença entre magnetismo e hipnotismo. Historicamente, o magnetismo data da antiguidade, do antigo Egito, da Grécia antiga, fazendo par­to das relações sacerdotais com o povo e os fiéis que buscavam o contato com seres capazes de intermediar a cura divina.

O termo magnetismo já era usado no século XVII por Van Hetrnont. Era conhecido como “magnetismo animal”, mas ganhou força de doutrina somente com o austríaco Franz Anton Mesmer, que, através de suas memórias impressas, estabeleceu 27 proposições acerca do fenômeno. Etc dizia que os astros agiam sobre nós, outros astros e corpos animados, sendo que esta influência tinha um agente, que era o fluido cós­mico universal. Os corpos gozavam de propriedades análogas as do imã, podendo ser transmitidas para outros corpos animados ou inanimados. Afirmava am­da que a doença era um desequilíbrio deste magnetismo corporal.

Já o termo hipnotismo foi criado pelo médico inglês Braid, depois do ver algumas sessões com o magnetizador La Fontaine. Etc dizia ter descoberto a causa da magnetização de um corpo sobre outro. que era a sugestão do magnetizador ao agir sobre os centres nervosos. Com isso, etc quis dar ares de ciência à questão. batizando o fenômeno com um novo nome.

Devemos olhar o magnetismo sempre tendo em monte um fim importante para sua utilidade e, por sermos espíritas, utilizarmos esta forma juntamente com os espíritos. Por certo, agindo como médium. Teremos nossas disposições fluídicas melhoradas pelos espíritos trabalhadores do bem. Portanto, façamos uma “auto-hipnose” todos os dias, com idéias otimistas fortalecidas por tudo aquilo que já aprendemos com a doutrina espírita. Desse modo, estaremos sempre com as mãos no serviço do bem, não tendo tempo para acomodar as “sugestões do mal” em nós. 

Franz Anton Mesmer, conhecido como o “pai do mesmerismo”, ainda é considerado como cientista e inovador por uns e como charlatão por outros. QuaL a sua opinião?

Mario Coelho -  Vejo Mesmer da mesma forma que qualquer homem implantador de idéias. Ele trouxe as bases para que entendêssemos o magnetismo, muito embora tenha sido taxado de charlatão em algumas de suas demonstrações. Muitos dos erros de Mesmer não foram equívocos da doutrina que trazia. mas da própria ânsia de querer provar a realidade de seus estudos para aqueles que o pressionavam tenazmente. Acho que tudo foi fruto da própria época, do desejo de crer por parte de alguns e de combater por parte de outros.

Segundo Mesmer, a doença é o magnetismo desequilibrado. Sendo assim, a hipnose pode ajudar a reequilibrar o corpo? De que maneira?

Mario Coelho - O hipnotismo com finalidade médica ajuda o equilíbrio da mente no sentido de sugestionar o doente a tirar de dentro dele algumas idéias fixas que são substratos da doença. Porém, fazemos isso mesmo sem conhecermos o hipnotismo. Quando ternos uma dor e começamos a criar idéias otimistas sobre ela ou procuramos entender sua causa, isto é uma auto-sugestão para redimensionarmos nossa dor. Por exemplo: é mais fácil para um espírita aceitar a dor da morte de um ente querido do que um não-espírita, mas a perda não é a mesma para ambos? No entanto, com conhecimento. o espírita redimensiona sua dor tornando-a menor. ELe aceita porque entendeu e se preparou para tal. No fundo, é um trabalho junto a própria mente e, porque não dizer, ao próprio espírito.

O magnetismo pode ser confundido com transe mediúnico ? A pessoa hipnotizada está sempre acompanhada por alguma entidade?

Mario Coelho -  Há pessoas que se auto-hipnotizam inconscientemente e entenda-se essa hipnose no senti­do de fortificar em si uma idéia fixa. Desse modo, vemos pessoas com crise emocional simulando inconscientemente uma incorporação mediúnica. Primeiro, ela tem a crise com uma pseudo perda da consciência, ao ponto das pessoas que não conhecem profundamente o tema acharem que ela estava caída no chão por ação do espíritos. Depois, muitas vezes, a pessoa sai desse transe como se tivesse mesmo desincorporando. São sutilezas que aqueles que tem contato com pessoas sofridas no centro espírita encontram vez ou outra.

O magnetismo tem poder de cura? 

Mario Coelho  - Sim, o próprio Allan Kardec nos fala isso na Revista Espírita e nas obras da codificação. Antes de ver fenômenos espíritas, ele estudou magnetismo durante 30 anos. Em A Gênese, kardec afirma que nem sempre é possível se dizer quando a pessoa foi magnetizadora pura e simples. Ou seja imbuído pelo desejo de ajudar, o magnetizador sempre será auxiliado por um bom espírito, daí ele passa a atuar como médium.

O passe magnético deve ser aplicado aos doentes em hospitais?

Mario Coelho - Em muitos paises, os magnetizadores e até mesmo os médiuns são cadastrados come agentes de saúde. Muitos centros espíritas fazem o serviço de visita aos enfermos que queiram, que tenham idéias espíritas ou aceitam as mesmas. Mas isso é um serviço previamente preparado, no qual o médium não vai pare magnetizar, mas pare fazer um auxilio apoiado nos espíritos. Se já temos consciência espírita, não há motivos para sairmos dando passes como magnetizadores sem um planejamento.

Uma pessoa que vai magnetizar outra pode, de alguma maneira, vir a prejudicá-La?

Mario Coelho -  Caso não tenha conhecimento das técnicas de magnetismo ou mesmo dos próprios mecanismos das doenças, pode prejudicar sim. Certa vez, um médium passista amigo meu, ao ver a filha com um leve ataque de asma brônquica. decidiu agir como magnetizador e passou a jogar fluído no tórax da criança, só que ela começou a piorar instantaneamente. Por que isso aconteceu ? A asma, por si só, já é uma doença hiper reativa e, ao irradiar fluídos, meu amigo só aumentou ainda mais a reatividade dos brônquios. Na verdade, ele deveria ter dado os passes para dispersar os fluídos do corpo da filha

O magnetismo é algo inerente ao ser humano?

Mario Coelho -  Sim, todo ser humano é portador de magnetismo, já que este nada mais é do que uma transformação de nosso fluido vital. Sendo assim, teoricamente, todos podemos magnetizar. Sem querer, agimos da mesma maneira dos magnetizadores do passado, que também utilizam também o passe de sopro para aliviar dores.

Fonte: Revista Cristã de Espiritismo nº 17

HUMBERTO DE CAMPOS ENTREVISTA JUDAS ISCARIOTES


O consagrado escritor Humberto de Campos encontra em Jerusalém,
às margens do Jordão, o até hoje incompreendido Judas Iscariotes.
Com ele conversa sobre a condenação de Jesus e realiza esclarecedora
entrevista, ditada a Chico Xavier, em Pedro Leopoldo, em 19/04/ 1935.
Leiamo-la.

Nas margens caladas do Jordão, não longe talvez do lugar sagrado, onde o Precursor batizou Jesus Cristo, divisei um homem sentado sobre uma pedra. De sua expressão fisionômica irradiava-se uma simpatia cativante.

- Sabe quem é este? - murmurou alguém aos meus ouvidos. - Este é Judas.

- Judas?!...

- Sim. Os espíritos apreciam, às vezes, não obstante o progresso que já alcançaram, volver atrás, visitando os sítios onde se engrandeceram ou prevaricaram, sentindo-se momentaneamente transportados aos tempos idos. Então mergulham o pensamento no passado, regressando ao presente, dispostos ao heroísmo necessário do futuro. Judas costuma vir a Terra, nos dias em que se comemora a Paixão de Nosso Senhor, meditando nos seus atos de antanho...

Aquela figura de homem magnetizava-me. Eu não estou ainda livre da curiosidade do repórter, mas entre as minhas maldades de pecador e a perfeição de Judas existia um abismo. O meu atrevimento, porém, e a santa humildade do seu coração ligaram-se para que eu o atravessasse, procurando ouvi-lo.

- O senhor é, de fato, o ex-filho de Iscariotes? - perguntei.

- Sim, sou Judas - respondeu aquele homem triste, enxugando uma lágrima nas dobras de sua longa túnica. - Como o Jeremias, das Lamentações, contemplo às vezes esta Jerusalém arruinada, meditando no juízo dos homens transitórios...

- E uma verdade tudo quanto reza o Novo Testamento com respeito à sua personalidade na tragédia da condenação de Jesus?

- Em parte... Os escribas que redigiram os evangelhos não atenderam às circunstâncias e as tricas políticas que acima dos meus atos predominaram na nefanda crucificação. Pôncio Pilotos e o tetrarca da Galiléia, além dos seus interesses individuais na questão, tinham ainda a seu cargo salvaguardar os interesses do Estado romano, empenhado em satisfazer as aspirações religiosas dos anciãos judeus. Sempre a mesma história. O Sanedrim desejava o reino do céu pelejando por Jeová, a ferro e fogo; Roma queria o reino da Terra. Jesus estava entre essas forças antagônicas com a sua pureza imaculada. Ora, eu era um dos apaixonados pelas idéias socialistas do Mestre, porém o meu excessivo zelo pela doutrina me fez sacrificar o seu fundador. Acima dos corações, eu via a política, única arma com a qual poderia triunfar e Jesus não obteria nenhuma vitória. Com as suas teorias nunca poderia conquistar as rédeas do poder, já que, no seu manto e pobre, se sentia possuído de um santo horror à propriedade. Planejei então uma revolta surda como se projeta hoje em dia na Terra a queda de um chefe de Estado. O Mestre passaria a um plano secundário e eu arranjaria colaboradores para uma obra vasta e enérgica como a que fez mais tarde Constantino Primeiro, o Grande, depois de vencer Maxêncio às portas de Roma, o que, aliás, apenas serviu para desvirtuar o Cristianismo. Entregando, pois, o Mestre, a Caifás, não julguei que as coisas atingissem um fim tão lamentável e, ralado de remorsos, presumi que o suicídio era a única maneira de me redimir aos seus olhos.

- E chegou a salvar-se pelo arrependimento?

- Não. Não consegui. O remorso é uma força preliminar para os trabalhos reparadores. Depois da minha morte trágica, submergi-me em séculos de sofrimento expiatório da minha falta. Sofri horrores nas perseguições infligidas em Roma aos adeptos da doutrina de Jesus, e as minhas provas culminaram em uma fogueira inquisitorial, onde, imitando o Mestre, fui traído, vendido e usurpado. Vítima da felonia e da traição, deixei na Terra os derradeiros resquícios do meu crime, na Europa do século XV. Desde esse dia, em que me entreguei por amor do Cristo a todos os tormentos e infâmias que me aviltavam, com resignação e piedade pelos meus verdugos, fechei o ciclo das minhas dolorosas reencarnações na Terra, sentindo na fronte o ósculo de perdão da minha própria consciência...

- E está hoje meditando nos dias que se foram... - pensei com tristeza.

- Sim... estou recapitulando os fatos como se passaram. E agora, irmanado com Ele, que se acha no seu luminoso Reino das Alturas que ainda não é deste mundo, sinto nestas estradas o sinal de seus divinos passos. Vejo-O ainda na cruz entregando a Deus o seu destino... Sinto a clamorosa injustiça dos companheiros que O abandonaram inteiramente e me vem uma recordação carinhosa das poucas mulheres que O ampararam no doloroso transe... Em todas as homenagens a Ele prestadas, eu sou sempre a figura repugnante do traidor... Olho complacentemente os que me acusam sem refletir se podem atirar a primeira pedra... Sobre o meu nome pesa a maldição milenária, como sobre estes sítios cheios de miséria e de infortúnio. Pessoalmente, porém, estou saciado de justiça, porque já fui absolvido pela minha consciência no tribunal dos suplícios redentores.

Quanto ao Divino Mestre - continuou Judas com os seus prantos - infinita é a sua misericórdia e não só para comigo, porque, se recebi trinta moedas, vendendo-O aos seus algozes, há muitos séculos Ele está sendo criminosamente vendido no mundo a grosso e a retalho, por todos os preços, em todos os padrões do ouro amoedado...

- E verdade - concluí - e os novos negociadores do Cristo não se enforcam depois de vendê-LO.

Judas afastou-se tomando a direção do Santo Sepulcro e eu, confundido nas sombras invisíveis para o mundo, vi que no céu brilhavam algumas estrelas sobre as nuvens pardacentas e tristes, enquanto o Jordão rolava na sua quietude como um lençol de águas mortas, procurando um mar morto.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

AGASALHO

Emmanuel, da obra “Caminhos”
Psicografado pelo médium Francisco Cândido Xavier

O aprendiz buscou o orientador e clamou, agoniado:

- Amigo querido, por que a contradição em que me vejo? Vivia tranqüilo, quando adquiria fé.

Depois de instalar a fé no coração, o sofrimento apareceu em minha vida...

Se acumulei tanta confiança na Divina Providência, qual a razão pela qual tantas tribulações me acompanham?

Momentos surgem, nos quais me sinto em doloroso desespero.

Por que tamanho contra-senso?

O interpelado, entretanto, respondeu sem hesitar:

- Filho, não te revoltes. A Lei do Senhor é justiça e misericórdia.
O Pai Todo-Sábio não podia livrar-te da provação, mas não podes negar que a Infinita Bondade te amparou com o apoio oportuno, a fim de que atravesses as tempestades de hoje com o agasalho preciso...

*  *  *

sábado, 10 de dezembro de 2011

O ALIMENTO ESPIRITUAL

Meimei, da obra “Pai Nosso”
psicografado por Francisco Cândido Xavier,

O professor lutava na escola com um grande problema.

Os alunos começaram a ler muitas histórias de homens maus, de roubos e de crimes e passaram a viver em plena insubordinação.

Queriam imitar aventureiros e malfeitores e, em razão disso, na escola e em casa apresentavam péssimo comportamento.

Alguns pronunciavam palavrões, julgando-se bem-educados, e outros se entregavam a brinquedos de mau gosto, acreditando que assim mostravam superioridade e inteligência.

Esqueciam-se dos bons livros.

Zombavam dos bons conselhos.

O professor, em vista disso, certo dia reuniu todas as classes para a merenda costumeira, apresentando-se uma surpresa esquisita.

Os pratos estavam cheios de coisas impróprias, tais como pães envolvidos em lama, doces com batatas podres, pedaços de maçãs com tomates deteriorados e geléias misturadas com fel e pimenta.

Os meninos revoltados gritavam contra o que viam, mas o velho educador pediu silêncio e, tomando a palavra, disse-lhes:

- Meus filhos, se não podemos dispensar o alimento puro a benefício do corpo, precisamos também de alimento sadio para a nossa alma. O pão garante a nossa energia física, mas a leitura é a fonte de nossa vida espiritual. Os maus livros, as reportagens infelizes, as difamações e as aventuras criminosas representam substâncias apodrecidas que nós absorvemos, envenenando a vida mental e prejudicando-nos a conduta. Se gostamos das refeições saborosas que auxiliam a conservação de nossa saúde, procuremos também as páginas que cooperam na defesa de nossa harmonia interior, a fim de nunca fugirmos ao correto procedimento.

Com essa preleção, a hora da merenda foi encerrada.

Os alunos retiraram-se cabisbaixos.

E, pouco a pouco, a vida dos meninos foi sendo retificada, modificando-se para melhor.

* * *

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

O ASSISTIDO

Emmanuel, da obra “Caridade”
Psicografado pelo médiumFrancisco Cândido Xavier

Diante daqueles a quem socorres, não admitas que a caridade seja prerrogativa unicamente de tua parte. Enumera os bens que recolhes daqueles a quem amparas.

Habitualmente doamos aos companheiros necessitados algo do que nos sobra, deles recebendo muito do que nos falta.

*

É preciso não esquecer que da pessoa a quem assistimos obtemos benefícios substanciais, como sejam:

a verificação de nossas próprias vantagens;

o conhecimento das responsabilidades que nos competem, à frente dos outros;

o aviso salutar, com relação aos deveres que nos cabem, na preservação dos bens da vida;

a paciência com os nossos obstáculos e males menores;

o ensinamento da provação com que somos defrontados;

a aquisição de experiência;

as vibrações de simpatia;

o auxílio que recebemos para sustentar mais amplo auxílio aos outros;

o consolo nos sofrimentos que, porventura, nos fustiguem;

o crédito moral que se registra, a nosso favor, na memória dos espíritos encarnados e desencarnados que amparam a criatura em crises e empeços maiores que os nossos.

*

Serve a benefício dos semelhantes, tanto quanto possas e como possas, em bases da consciência tranqüila, sempre que encontres o próximo baldo de equilíbrio, espoliado de esperança, sedento de paz ou cansado de angústia, nas trilhas do cotidiano, porque a caridade é sempre maior nos dividendos para aquele que dá. Por isso mesmo, temos no Evangelho do Senhor a advertência inesquecível: "mais vale dar que receber."

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quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

A PARENTELA CORPORAL E A PARENTELA ESPIRITUAL

Allan Kardec,
da obra “O Evangelho Segundo o Espiritismo”
112a edição. Capitulo XIV, no.8.

Os laços do sangue não criam forçosamente os liames entre os Espíritos. O corpo procede do corpo, mas o Espírito não procede do Espírito, porquanto o Espírito já existia antes da formação do corpo. Não é o pai quem cria o Espírito de seu filho; ele mais não faz do que lhe fornecer o invólucro corpóreo, cumprindo-lhe, no entanto, auxiliar o desenvolvimento intelectual e moral do filho, para fazê-lo progredir.

Os que encarnam numa família, sobretudo como parentes próximos, são, as mais das vezes, Espíritos simpáticos, ligados por anteriores relações, que se expressam por uma afeição recíproca na vida terrena. Mas, também pode acontecer sejam completamente estranhos uns aos outros esses Espíritos, afastados entre si por antipatias igualmente anteriores, que se traduzem na Terra por um mútuo antagonismo, que aí lhes serve de provação. Não são os da consangüinidade os verdadeiros laços de família e sim os da simpatia e da comunhão de idéias, os quais prendem os Espíritos antes, durante e depois de suas encarnações. Segue-se que dois seres nascidos de pais diferentes podem ser mais irmãos pelo Espírito, do que se o fossem pelo sangue. Podem então atrair-se, buscar-se, sentir prazer quando juntos, ao passo que dois irmãos consangüíneos podem repelir-se, conforme se observa todos os dias: problema moral que só o Espiritismo podia resolver pela pluralidade das existências (Capitulo IV, no.13).

Há, pois, duas espécies de famílias: as famílias pelos laços espirituais e as famílias pelos laços corporais. Duráveis, as primeiras se fortalecem pela purificação e se perpetuam no mundo dos Espíritos, através das várias migrações da alma; as segundas, frágeis como a matéria, se extinguem com o tempo e muitas vezes se dissolvem moralmente, já na existência atual. Foi o que Jesus quis tornar compreensível, dizendo de seus discípulos: Aqui estão minha mãe e meus irmãos, isto é, minha família pelos laços do Espírito, pois todo aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus é meu irmão, minha irmã e minha mãe.

A hostilidade que lhe moviam seus irmãos se acha claramente expressa em a narração de São Marcos, que diz terem eles o propósito de se apoderarem do Mestre, sob o pretexto de que este perdera o espírito. Informado da chegada deles, conhecendo os sentimentos que nutriam a seu respeito, era natural que Jesus dissesse, referindo-se a seus discípulos, do ponto de vista espiritual: "Eis aqui meus verdadeiros irmãos." Embora na companhia daqueles estivesse sua mãe, ele generaliza o ensino que de maneira alguma implica haja pretendido declarar que sua mãe segundo o corpo nada lhe era como Espírito, que só indiferença lhe merecia. Provou suficientemente o contrário em várias outras circunstâncias.

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quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

A GRANDE PERGUNTA

Emmanuel, da obra “Caminho, Verdade e Vida,
psicografado por Francisco Cândido Xavier

E por que me chamais Senhor, Senhor, e não fazeis o que eu digo? - Jesus. (LUCAS, 6:46)

Em lamentável indiferença, muitas pessoas esperam pela morte do corpo, a fim de ouvirem as sublimes palavras do Cristo.

Não se compreende, porém, o motivo de semelhante propósito. O Mestre permanece vivo em seu Evangelho de Amor e Luz.

É desnecessário aguardar ocasiões solenes para que lhe ouçamos os ensinamentos sublimes e claros.

Muitos aprendizes aproximam-se do trabalho santo, mas desejam revelações diretas. Teriam mais fé, asseguram displicentes, se ouvissem o Senhor, de modo pessoal, em suas manifestações divinas. Acreditam-se merecedores de dádivas celestes e acabam considerando que o serviço do Evangelho é grande em demasia para o esforço humano e põem-se à espera de milagres imprevistos, sem perceberem que a preguiça sutilmente se lhes mistura à vaidade, anulando-lhes as forças.

Tais companheiros não sabem ouvir o Mestre Divino em seu verbo imortal. Ignoram que o serviço deles é aquele a que foram chamados, por mais humildes lhes pareçam as atividades a que se ajustam.

Na qualidade de político ou de varredor, num palácio ou numa choupana, o homem da Terra pode fazer o que lhe ensinou Jesus.

É por isso que a oportuna pergunta do Senhor deveria gravar-se de maneira indelével em todos os templos, para que os discípulos, em lhe pronunciando o nome, nunca se esqueçam de atender, sinceramente, às recomendações do seu verbo sublime.

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terça-feira, 6 de dezembro de 2011

TESTEMUNHOS



Joanna de Ângelis, da obra “Momentos Enriquecedores
psicografado pelo medium Divaldo Pereira Franco,

Aspiras pela ascensão espiritual, que te parece difícil.

Contemplas as alturas libertadoras, e sentes vertigens.

Anelas pelos acumes, e lutas, repassando pela tela mental as dificuldades que tens enfrentado e os problemas que te afligem.

Sentes que o vale te asfixia, e a multidão que ali se movimenta te atormenta.

A medida, porém, que galgas as ásperas encostas, percebes que esse é um cometimento isolado, imolador.

Vês, à distância, os amigos que se candidataram a subir contigo e ficaram na retaguarda da comodidade.

Constatas que as energias se te exaurem e vês as feridas nas mãos, nos pés e as dilacerações nos sentimentos.

É natural que assim te aconteça.

A vida, para expressar-se, arrebenta os invólucros onde jaz adormecida.

Todo parto, que enseja a vida, proporciona dor.

A semente sofre, esmagada no solo, a fim de libertar a espécie que nela dorme.

Da mesma forma acontece com as tuas ânsias de evolução.

Atingirás o cume, não o duvides, porém, assinalado pelos testemunhos que a subida te exige.

*

Mede-se a grandeza de um ideal pela capacidade de sofrimento e de paz que demonstra aquele que o apresenta.

Os homens grandes são volumosos e de alta estatura, enquanto que os grandes homens são identificados pelos seus referenciais de amor, de abnegação, de sacrifício, de idealismo nobre.

É impossível abraçar um ideal, no mundo, passando incólume à agressão, a sevícia, à calúnia, à urdidura da infâmia.

Por enquanto, e ainda por muito tempo, os grandes homens ver-se-ão a sós, incompreendidos, fora do círculo dourado da ilusão.

Não estranhes, pois, o que te acontece nas paisagens íntimas: tristeza insatisfação, soledade.

Fosse diferente a ocorrência, e estarias a soldo da mentira, da corrupção, jamais dos ideais libertadores.

*

Quando te resolveste por crescer e alcançar as elevadas planuras, ansiavas pela felicidade.

Anotas que estás em solidão, porém essa é com Deus.

Testemunha a fertilidade do teu ideal cristão aos tíbios, a fim de que eles se estimulem, e se resolvam por ascender também.

Quando lograres a vitória, atraí-los-ás. Por enquanto, testemunha e insiste.

Jesus asseverou:

    - ... E quando eu for erguido (na cruz) atrairei todos a mim. (João. 12-32)

Não reclames, nem receies.

Segue em paz!

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segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

TENDO MEDO

Emmanuel, da obra “Fonte Viva” 
psicografado por Francisco Cândido Xavier, 

"E, tendo medo, escondi na terra o teu talento..." (MATEUS, 25:25.)

Na parábola dos talentos, o servo negligente atribui ao medo a causa do insucesso em que se infelicita.
Recebera mais reduzidas possibilidades de ganho.

Contara apenas com um talento e temera lutar para valorizá-lo.

Quanto aconteceu ao servidor invigilante da narrativa evangélica, há muitas pessoas que se acusam pobres de recursos para transitar no mundo como desejariam. E recolhem-se à ociosidade, alegando o medo da ação.

Medo de trabalhar.

Medo de servir.

Medo de fazer amigos.

Medo de desapontar.

Medo de sofrer.

Medo da incompreensão.

Medo da alegria.

Medo da dor.

E alcançam o fim do corpo, como sensitivas humanas, sem o mínimo esforço para enriquecer a existência.

Na vida, agarram-se ao medo da morte.

Na morte, confessam o medo da vida.

E, a pretexto de serem menos favorecidos pelo destino, transformam-se, gradativamente, em campeões da inutilidade e da preguiça.

Se recebeste, pois, mais rude tarefa no mundo, não te atemorizes à frente dos outros e faze dela o teu caminho de progresso e renovação. Por mais sombria seja a estrada a que foste conduzido pelas circunstâncias, enriquece-a com a luz do teu esforço no bem, porque o medo não serviu como justificativa aceitável no acerto de contas entre o servo e o Senhor.

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TEORIA E PRÁTICA

Joanna de Ângelis, da obra "Momentos de Felicidade"

psicografado pelo médium Divaldo Pereira Franco,




O conhecimento liberta da ignorância. Todavia, somente a sua aplicação liberta do sofrimento.

há uma expressiva diferença entre a teoria e a prática, em todos os segmentos da humanidade.

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A teoria ensina. Porém, a prática afere-lhe o valor.

Não basta saber. É imprescindível utilizar o que se conhece.

O conhecimento, em verdade, amplia os horizontes do entendimento. Não obstante, a sua aplicação alarga as paisagens da vida.

A mente conhecedora deve movimentar as mãos no uso desses valiosos recursos.

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O conhecimento de importância é aquele que pode mover essas conquistas em favor do bem do seu possuidor, assim como do meio social onde este se encontra.

Nula é a informação que não produz bênçãos, nem multiplica as disposições da pessoa para a ação útil.

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Conhecendo saberás que a tua renúncia auxilia a comunidade, sem que esperes a abnegação dos outros a teu benefício.

O conhecimento superior estimula à imediata atividade.

Acumular informações sem finalidade prática, transforma-se em erudição egoísta que trabalha em benefício da presunção.

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Tens a obrigação de conhecer para viver. Simultaneamente, deves viver praticando os salutares esclarecimentos que armazenas, contribuindo para uma existência realizadora, humana e feliz.

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Quando leias, exercita a praticidade do contributo cultural que assimilas.

O tempo urge, e as oportunidades de aplicação constituem tuas chances de progresso como de paz.

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Conta-se que célebre monge budista, estudando algumas suras, descobriu que se não devia utilizar da pele de animais para conforto pessoal.

De imediato, levantou-se do catre e dali retirou o couro de um urso que lhe servia de apoio macio sobre as ripas da enxerga áspera.

Prosseguindo a leitura, porém, encontrou assinalado que, no entanto, se poderia usar a pele dos animais, quando se estivesse enfermo, esquálido ou envelhecido, a fim de ter diminuídas as penas e dores.

Ato contínuo, tomou da mesma com respeito, colocou-a no lugar de onde a retirara, sentou-se sobre ela e continuou a ler...

Conhecimento que não transforma em utilidade, pode ser qual "sepulcro caiado por fora", ocultando vérmina e morte por dentro, responsável pelo bafio do orgulho e da ostentação.

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quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

PRAYER OF St. FRANCIS OF ASSISI

"Lord, make me an instrument of Your peace.

Where there is hatred, let me sow Love.

Where there is injury, pardon,

Where there is doubt, faith,

Where there is despair, hope,

Where there is darkness, light

And where there is sadness, joy.

O Divine Master, grant that I may not so much seek to be consoled,
As to console;

To be understood, as to understand;

To be loved, as to love;

For it is in giving that we receive,

It is in pardoning that we are pardoned

And it is in dying that we are born to eternal life."