domingo, 29 de novembro de 2015

Maria Padilha: AQUELES QUE SÃO ESCOLHIDOS SÃO AQUELES QUE NOS ESCOLHEM


Aqueles que são escolhidos são aqueles que nos escolhem.

As pessoas esperam a hora certa de buscar a vida espiritual. E normalmente, a hora certa é a hora errada – é a hora em que as coisas, na vida das pessoas, não estão acontecendo como o esperado.

A maioria das pessoas encontra – ou busca – o caminho espiritual, em busca de auxílio para uma dor. É o sofrimento, é a hora errada, que se transforma na hora certa.

Nós temos dó das pessoas que vivem uma vida inteira com coisas iguais. Com situações de luxo, de grandeza do ego, e de felicidades da matéria. Essas pessoas, meus filhos, não são afortunadas. Ao contrário, muitos deles, estão vivendo nos piores emaranhados da ilusão.

Nós não somos contra a riqueza. Nem fazemos propaganda da pobreza.


Nós gostamos de observar e viver os movimentos da vida. Porque é através do movimento, das coisas que dão certo e de tantas outras que dão errado, que as pessoas encontram a sua evolução.

Uma vida sem movimento: será uma vida sem alegria, será uma vida sem aprendizado. Uma vida sem luz.

Aprendi, a duras custas – através do sofrimento – o que significava o verdadeiro amor. Foram muitos aprendizados. Foram muitas experiências, de altos e baixos. Muito sentimento de profundo abandono.

Eu conheci a face boa e a face ruim de muitas pessoas, da minha convivência.

Eu vivi na corte. E na corte, os grandes penteados, as joias, os vestidos... Eram o meu dia-a-dia. Era por ali que eu circulava. E eram com essas pessoas que eu me identificava.

Era um mundo de jogos, de aparência, de vaidade, de sonhos e de desejos... E, ai de quem ousar dizer, que ali não existia Deus. Existia sim. No coração de muita gente, que buscava em Deus, ou na palavra Deus... Ou nos momentos de dor: o alívio, a busca.

E eram sentimentos sinceros. Porque, havia tanto desconforto externo – tantas fofocas, tantas palavras mal faladas, tantas ilusões, tantos abandonos – que, na hora que uma alma ali em aflição pedia por Deus, ela estava falando de verdade. Ela não estava acessando palavras bonitas apenas por serem palavras espirituais. Era o coração que falava... Era a alma. A dor faz isso.

Quando vocês estão passando por algum solavanco, todo o ego é quebrado. Todas as imposturas e as necessidades falsas rolam pelo chão.

O verdadeiro movimento de elevação espiritual se faz no coração puro. O verdadeiro movimento espiritual de amor se faz quando você compreende o desamor.

É preciso quebrar a casca, para se experimentar da doçura do fruto.

Eu sofri muito pelos amores humanos. Pelo desejo de um parceiro que eu não tive, pelo desejo de um filho que eu não pude ver crescer. Por situações que escaparam completamente da minha vontade.

E ali veio o meu crescimento e a minha evolução. E é por isso que hoje eu posso estar com vocês. A minha consciência permite que eu aqui esteja, porque eu desenvolvi essa possibilidade de amar além da dor.

A dor fez parte e a dor faz parte. E aqui eu estou a serviço de vocês. Não sou melhor, assim como vocês também não o são. Eu descobri, dentro da evolução espiritual, que somos todos irmãos. E que estamos aqui para evoluir e para não julgar.

Eu fui muito julgada. Eu sei a dor do julgamento. Fui ofendida, fui humilhada – e não me tornei uma pessoa pior, nem melhor por isso. E aprendi, que quando soltamos as nossas cascas, a verdadeira luz aparece de dentro de nós – a luz da compreensão.

Meus amados, eu me sinto feliz e honrada em ser chamada por vocês, porque venho aonde sou chamada. Atuo a serviço da Grande Fraternidade. A serviço da evolução de muitas almas, que precisam do meu amor e precisam da minha luz.

E em cada pessoa, que encontra nas minhas palavras, o conforto e a paz, eu me liberto de mais um caminho de dor.

A serviço dos Mestres, Eu Sou Maria Padilha, e abençoo vocês. Estou com vocês. E acredito na função de cada um, para o bem maior.

É preciso que se quebrem os paradigmas, que limitam as almas, os espíritos – aos quartos fechados –, que um dia foram criados.

Não existem aprisionamentos. Todos estão em evolução. Que essas quebras aconteçam junto às pessoas, mas, principalmente, em cada coração.

As regras do mundo existem para sustentar a sociedade e o amor. E as regras do mundo servem para serem quebradas, para que novas sustentações surjam – novas luzes se manifestem. E os preconceitos desapareçam na única verdade, que é o amor.

Estejam em paz. Sigam em paz.

Eu estou em sintonia com vocês, quando me amam. E eu amo vocês, quando me permitem amar.

Na Chama Violeta, humildemente, eu estou vibrando a serviço do nosso Pai.

Tenham Paz.
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Fonte: mariasilviaorlovas.com.br 


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